Notícias

Dino impõe medida restritiva a deputado após ameaça: "resolvo na bala"

Coronel Meira deve manter distância mínima de 50 metros do coronel Elias Miler e fica proibido de tentar contato com a vítima.

1/4/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou nesta quarta-feira (1º) medida restritiva contra o deputado Coronel Meira (PL-PE), que deve manter distância mínima de 50 metros do coronel Elias Miler e fica proibido de tentar contato. Na decisão, Dino cita vídeo publicado pelo Congresso em Foco, em que Coronel Meira afirma que dentro da Câmara "resolve as coisas no braço" e, fora, "na bala".

A medida restritiva foi solicitada em razão de episódio ocorrido na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado em 7 de outubro, quando a vítima atuava como presidente da Associação Nacional dos Militares Estaduais (Amebrasil). Coronel Meira teria afirmado que não cumprimentaria esse "filho da puta", em referência a Miler.

No início da sessão, o deputado afirmou ter visto uma publicação da vítima com críticas a seu respeito. Coronel Meira reiterou que dentro da Câmara resolveria o problema de Miler "no braço", mas fora seria "na bala".

"Traidor da tropa e cita meu nome textualmente. Então simplesmente, eu cheguei aqui e disse que quem fez isso aqui é um filho da puta, e aí o coronel veio para cima de mim questionando se eu estava falando com ele. Se a carapuça caiu na cabeça dele é problema dele. Agora meus problemas eu resolvo, tá certo, Miler? Aqui dentro no braço, lá fora na bala. Eu não vou ficar desonrado."

Na queixa-crime, a defesa de Miler argumenta que Coronel Meira é "contumaz em prática de atos de violência, com inúmeras representações no Conselho de Ética da Casa e no Estado de origem em Pernambuco".

O ministro reiterou que o deputado repetiu a afirmação em outras ocasiões, inclusive no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. A declaração ocorreu em 25 de fevereiro, durante oitiva em defesa de Marcos Pollon (PL-MS) em representação por críticas a Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e foi noticiado pelo Congresso em Foco.

Dino também destacou que, devido à patente, é possível que o deputado porte arma. "Sublinhe-se que o parlamentar ostenta no nome a patente 'coronel', o que indica a forte plausibilidade de que ele ande com arma de fogo, na condição de policial", afirmou.

Leia a íntegra da decisão.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos