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Cleitinho defende debate sobre fim da escala 6x1 e de supersalários

Senador pede que Congresso foque na valorização do trabalhador e na revisão de benefícios do Judiciário.

1/4/2026
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Em pronunciamento no Plenário, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu que o Congresso priorize o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o profissional trabalha seis dias para um de folga. Para o parlamentar, a discussão sobre a jornada deveria ser a "pauta mais importante do Brasil", superando a polarização ideológica entre esquerda e direita.

Cleitinho argumentou que a remuneração atual é insuficiente para cobrir as despesas básicas das famílias brasileiras. O senador destacou o contraste entre o esforço do trabalhador comum e o baixo retorno financeiro.

"Isso aqui deveria ser debatido para toda a população brasileira. Todos os políticos do Brasil deveriam estar debatendo isso aqui: R$50, hoje, é o dia do trabalhador, o que ele recebe trabalhando oito horas por dia; R$50. É isso aqui que ele recebe. Isso aqui não dá para comprar nem uma pizza hoje; não dá."

Cleitinho afirma que discussão sobre jornada de trabalho é necessária para garantir dignidade e renda.Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador também defendeu que reduzir a escala de trabalho não provocará impacto negativo para a economia e afirmou que "o país já está quebrado".

"Quem quebrou o país foram os políticos. Parem de ficar mentindo para o povo! [...] Se o país está ladeira abaixo, nunca é culpa do trabalhador, que paga imposto rigorosamente em dia."

Corte de privilégios

Além da crítica à jornada de trabalho, o senador direcionou seus ataques aos benefícios e vencimentos de agentes públicos, especialmente no Judiciário. Cleitinho propôs uma revisão rigorosa de auxílios e a redução das despesas do Estado como forma de abrir espaço para a valorização do setor produtivo e do trabalhador.

"Já passou da hora de a gente dar um fim nos supersalários. Essa discussão tem de ocorrer aqui também. É com isso que a gente vai mudar o país", afirmou o senador.

O parlamentar defendeu que o foco do Congresso Nacional deve ser a redução da desigualdade entre a elite do funcionalismo e a base da pirâmide laboral, priorizando leis que garantam mais dignidade e melhor remuneração para os trabalhadores.

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