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Executivo lança política de enfrentamento à manipulação em esportes

Medida organiza a atuação do governo federal diante de esquemas de aliciamento de atletas e árbitros.

2/4/2026
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O Executivo instituiu a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos (PNPEMR), uma parceria entre os ministérios do Esporte, da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública. A política está prevista na Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP Nº 1/2026, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2).

A medida organiza a atuação do governo federal diante de um problema que ganhou força com a expansão das apostas esportivas e o aumento das investigações sobre esquemas de aliciamento de atletas, árbitros e outros agentes do esporte.

Pelo texto, as ações ocorrerão em cinco princípios centrais: integridade esportiva, ética e boa-fé, mérito esportivo, cooperação institucional e prevenção com responsabilização. A portaria define a integridade esportiva como a preservação da regularidade, autenticidade e imparcialidade das competições, ao estabelecer que o desempenho legítimo deve ser o fundamento exclusivo para a definição de resultados.

Norma foi publicada no Diário Oficial da União.Freepik

No capítulo das diretrizes, a norma coloca o cidadão no centro e trata a manipulação de resultados como questão de governança esportiva, de educação e de proteção profissional. Entre os objetivos da política estão:

  • Resguardar a integridade e a credibilidade dos resultados esportivos;
  • Educar a comunidade esportiva e a sociedade sobre a gravidade da manipulação;
  • Coordenar ações integradas entre órgãos públicos;
  • Implementar educação permanente sobre integridade para atletas, árbitros, técnicos e gestores;
  • Capacitar agentes públicos;
  • Garantir estrutura de proteção a denunciantes e seus familiares;
  • Fortalecer a inteligência e a investigação para responsabilização criminal; e
  • Desarticular organizações criminosas ligadas ao problema.

A implementação ocorrerá por meio de um plano de ação específico, que funcionará como instrumento de planejamento e coordenação da política. Esse plano será elaborado por um Comitê Gestor a ser criado em ato posterior e submetido à aprovação dos ministros do Esporte, da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública.

Quatro eixos

O texto define quatro eixos de atuação. A política deve atuar também na prevenção, onde o governo aposta na disseminação da cultura da integridade esportiva e na conscientização da sociedade sobre os riscos e consequências da manipulação. A portaria prevê fomento à adoção de boas práticas por operadores de apostas, ações de orientação e capacitação para agentes regulados e atores do ecossistema esportivo.

Já no eixo de monitoramento e fiscalização, a política estrutura a análise de indícios a partir de relatórios de monitoramento de integridade encaminhados por organismos nacionais e internacionais. Caberá ao sistema receber e identificar sinais de manipulação de resultados, encaminhar às autoridades competentes. Nesse ponto, entra a regulamentação, que ocorrerá com a edição de atos normativos para disciplinar o fluxo de recebimento.

O último tema é o da repressão, em que o texto fala em atuação qualificada, com foco em investigação eficiente, responsabilização penal e desarticulação de organizações criminosas. As ações previstas incluem fortalecimento das atividades de inteligência, celeridade nos fluxos de comunicação e articulação com organismos internacionais e redes de cooperação jurídica.

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