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CPI ouve Campos Neto e Galípolo sobre Banco Master nesta quarta

Senadores querem que o atual e o ex-presidente do BC esclareçam a atuação da instituição diante do Banco Master, de Daniel Vorcaro e de suspeitas de interferência e proteção indevida.

7/4/2026
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A CPI do Crime Organizado deve ouvir na quarta-feira (8) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto. Os senadores querem esclarecimentos sobre a atuação do BC no caso Banco Master e sobre a relação da autoridade monetária com o empresário Daniel Vorcaro. Antes, nesta terça-feira (7), a comissão ouve o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia.

Também deveria ser ouvido o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Ele, no entanto, recorreu ao STF para não ser obrigado a comparecer à CPI. O pedido foi aceito pelo ministro André Mendonça.

Gabriel Galípolo sucedeu Roberto Campos Neto no comando do Banco Central.Gabriela Biló/Folhapress

Na agenda de quarta-feira, Campos Neto aparece como convocado (presença obrigatória), enquanto Galípolo figura como convidado (presença facultativa).

A audiência ocorre em meio ao avanço das apurações da CPI sobre o Banco Master e seu então dono, Daniel Vorcaro, apontado em reportagens do Senado como ex-controlador da instituição. Em sessões anteriores, a comissão concentrou parte de sua investigação em suspeitas de falhas de fiscalização, lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no sistema financeiro.

No caso de Roberto Campos Neto, a expectativa é que ele responda sobre a atuação do Banco Central durante sua gestão e sobre os critérios aplicados na supervisão bancária. Requerimento de convocação já divulgado pelo Senado sustenta que o depoimento pode ajudar a esclarecer se falhas ou omissões na regulação e na fiscalização permitiram brechas exploradas por organizações criminosas no sistema financeiro.

Já Gabriel Galípolo deve ser questionado sobre a atuação institucional atual do Banco Central no caso e sobre episódios relacionados ao Banco Master que passaram a integrar o foco político da comissão. A presença dos dois na mesma reunião tende a colocar lado a lado a gestão passada e a atual do BC em um dos braços mais sensíveis da investigação.

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