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Governo suspende mais de 3 milhões de multas de pedágios "free flow"

Medida suspende multas e pontos na CNH por inadimplência no pedágio eletrônico e dá prazo para motoristas quitarem débitos.

29/4/2026
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O Governo Federal suspendeu mais de 3 milhões de multas aplicadas a motoristas que não pagaram pedágios no sistema free flow. A medida também interrompeu a contagem de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e estabeleceu prazo de cerca de 200 dias para a regularização das tarifas em atraso.

A decisão alcança autuações registradas em rodovias federais e estaduais desde a implantação do modelo até abril de 2026. Nesse período, as deliberações ficam suspensas e só poderão ser reativadas caso os subsídios não sejam quitados dentro do prazo estipulado, que vai até 16 de novembro deste ano.

Motoristas ganham prazo para regularização de débitos de pedágios antes da retomada das penalidades.Divulgação/ANTT

Como funciona a nova regra

Pelas diretrizes anunciadas, os motoristas terão até 16 de novembro para quitar os valores de pedágio em aberto. Quem regularizar a situação dentro desse prazo poderá ter as multas canceladas e recuperar pontos eventualmente lançados na CNH.

A partir de 17 de novembro, as deliberações voltarão a ser aplicadas normalmente para os casos de inadimplência. O governo reforça que as obrigações de pagamento do pedágio permaneçam em vigor durante todo o período.

Na prática:

  • multas e pontos ficam suspensos temporariamente;
  • o pagamento das tarifas de pedágio continua obrigatório;
  • os débitos podem ser quitados sem aplicação de penalidades dentro do prazo;
  • quem regularizar a situação não sofrerá prejuízos administrativos;
  • quem não pagar poderá ter multas e pontos restabelecidos posteriormente.

Motivações da medida

A suspensão ocorre em meio às dificuldades na implementação do sistema free flow no país. O modelo, que dispensa páginas físicas de pedágio e utiliza leitura automática de placas ou tags, ainda enfrenta problemas de comunicação com usuários e de integração entre concessionárias e bases de dados públicas.

Segundo o governo, parte significativa das multas decorrem da falta de informação clara sobre prazos e formas de pagamento, além de falhas operacionais no início da operação em algumas rodovias.

Próximos passos

A suspensão deve vigorar até a consolidação das regras do sistema e a integração nacional das bases de cobrança. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deve editar normas complementares para padronizar procedimentos, prazos e formas de notificação aos motoristas.

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