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Mercado eleva previsão para inflação em 2026 e juros em 2027

Boletim Focus mostra nona alta seguida na projeção do IPCA deste ano. Pesquisa projeta recuo do dólar e PIB fica estável em 1,85% este ano.

11/5/2026
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O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação em 2026 e passou a prever juros mais altos em 2027, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA deste ano subiu de 4,89% para 4,91%, na nona semana consecutiva de alta. Para 2027, a previsão permaneceu em 4,00% pela segunda semana seguida. As projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 3,64% e 3,50%, respectivamente.

A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 13,00% ao ano pela terceira semana consecutiva. Para 2027, porém, a estimativa subiu de 11,00% para 11,25% ao ano, indicando a percepção de juros elevados por mais tempo. Para 2028 e 2029, os analistas mantiveram a previsão de Selic em 10,00% ao ano.

Veja o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

Fachada do Banco Central, em Brasília. BC divulga pesquisa com o mercado financeiro com projeções econômicas toda segunda-feira.Leonardo Sá/Agência Senado

PIB fica estável

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceu em 1,85% pela segunda semana seguida. Para 2027, a projeção teve leve alta, de 1,75% para 1,76%.

As estimativas para 2028 e 2029 continuaram em 2,00%, sem alterações.

Dólar recua

No câmbio, a previsão para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20. Para 2027, a expectativa foi mantida em R$ 5,30. Para 2028, os analistas reduziram a estimativa de R$ 5,39 para R$ 5,35. Já para 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40.

IGP-M também sobe

A projeção para o IGP-M em 2026 subiu de 5,50% para 5,60%, na décima semana consecutiva de alta. Para 2027, a estimativa seguiu em 4,00%. Em 2028, houve leve recuo, de 3,83% para 3,82%, enquanto a previsão para 2029 ficou estável em 3,70%.

As projeções para os preços administrados também avançaram em 2026, de 4,98% para 5,01%. Para os anos seguintes, as estimativas ficaram estáveis: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028 e 2029.

O Boletim Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.

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