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Senado retoma análise sobre isenção de taxa de passaporte para alunos de baixa renda

Texto aprovado pela Câmara restringe benefício a estudantes inscritos no CadÚnico e com renda de até três salários mínimos.

11/5/2026
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O Senado Federal vai analisar novamente o projeto de lei 861/2019 que prevê a isenção das taxas de emissão de passaporte e outros documentos de viagem para estudantes de baixa renda que precisem estudar, pesquisar ou participar de atividades de extensão no exterior.

A proposta retornou à Casa após a Câmara dos Deputados aprovar um substitutivo com mudanças no texto original.

Na versão apresentada originalmente no Senado, o benefício poderia ser concedido a estudantes brasileiros que comprovassem participação em atividades de ensino, pesquisa ou extensão no exterior, sem exigência de inscrição em programas sociais.

Medida busca facilitar acesso de estudantes de baixa renda a intercâmbios, pesquisas e programas acadêmicos internacionais.Marcelo Camargo/Agência Brasil

Câmara endureceu critérios para concessão

Com as mudanças aprovadas pela Câmara, o projeto de lei, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), passou a restringir o benefício aos estudantes de baixa renda vinculados ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Pelo texto aprovado pelos deputados, a isenção do pagamento de taxas ou emolumentos para emissão de passaportes e demais documentos de viagem será concedida apenas aos estudantes que cumprirem, de forma cumulativa, os seguintes requisitos:

  • Pertencer a família inscrita no CadÚnico no momento do pedido;
  • Possuir renda familiar mensal total de até três salários mínimos; e
  • Comprovar que a viagem ao exterior terá como finalidade atividade de ensino, pesquisa ou extensão.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o projeto já havia sido aprovado com emenda da Comissão de Educação (CE), que limitou o benefício aos estudantes carentes.

Na Câmara, sob relatoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), as exigências foram ampliadas com a inclusão dos critérios de renda e inscrição no CadÚnico.

Segundo dados dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, o impacto financeiro estimado da medida é de aproximadamente R$ 1,63 milhão por ano.

Se o Senado aprovar o substitutivo sem novas alterações, o projeto seguirá para sanção presidencial.

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