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De unidade à ruptura: veja reação de pré-candidatos a áudio de Flávio

Após vazamento de áudio, Zema rompeu com o senador, Caiado pediu unidade da direita e Renan Santos equiparou Flávio aos seus rivais.

14/5/2026
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Após o vazamento do áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, a quem solicitou dinheiro para a produção do filme Dark Horse, outros pré-candidatos à Presidência da República se pronunciaram, com diferentes reações ao conteúdo da mensagem.

Três nomes cotados para a disputa ao Planalto comentaram o episódio: o ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD; o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo; e o líder do Movimento Brasil Livre, Renan Santos, do Missão. Por outro lado, não se pronunciaram ainda os pré-candidatos Augusto Cury, do Avante; Aldo Rebelo, do DC e o presidente Lula.

Veja as reações:

"Unidade da centro-direita"

Ao tomar conhecimento da mensagem de Flávio a Vorcaro, Ronaldo Caiado inicialmente publicou uma nota cobrando esclarecimentos a respeito do pedido de dinheiro para a obra cinematográfica que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.

"Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população. O Brasil vive um momento em que a sociedade exige clareza nas relações entre agentes públicos, empresas e interesses privados", disse o pré-candidato do PSD.

Mais tarde, publicou um vídeo em suas redes sociais, no qual afirmou que não tentará tirar proveito da crise de imagem do senador. "O que nós precisamos, mais do que nunca, é fazer com que a centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade para que possamos, aí sim, aquilo que é o fundamental, derrotar o PT e o Lula nas urnas no segundo turno", declarou.

Segundo o ex-governador de Goiás, "Falhas de ordem pessoal devam ser tratadas por cada um que venha amanhã a ser denunciado".

"Imperdoável"

Romeu Zema rapidamente se pronunciou em suas redes sociais sobre o episódio. Até então um nome próximo de Flávio e cogitado entre aliados como um possível vice, o pré-candidato do Novo anunciou a ruptura com o parlamentar do PL.

"Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil", comentou em vídeo.

Seu recado foi imediatamente repudiado entre aliados próximos de Flávio. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de ser "baixo" e "vil". O ex-vereador Carlos Bolsonaro também atacou o ex-governador, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, chamou o pré-candidato do Novo de "oportunista".

Equiparação

Renan Santos publicou um vídeo no qual equiparou a conduta de Flávio Bolsonaro à de seus próprios rivais, como o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

"Veja, se eu considerar aceitável que o Flávio Bolsonaro faz esse negócio com o Sr. Vorcaro, eu também vou achar aceitável que o Lula recebia o Vorcaro na sua sala presidencial. Eu também teria que achar absolutamente normal o contato da esposa do Alexandre de Moraes, de mais de 100 milhões de reais, com o Vorcaro", apontou.

O pré-candidato do Missão relembrou investigações anteriores contra Flávio, bem como a doação de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, à campanha do Novo em Minas Gerais em 2022.

Ele também ironizou o posicionamento por parte de membros do PL, que citaram o fato de a conversa ter ocorrido antes das investigações contra o Banco Master. "De acordo com os defensores do Flávio, eles não sabiam, ele não tinha sido preso ainda".

Áudio com Vorcaro

A crise começou na quarta-feira (13), após o portal Intercept divulgar mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro em conversas com Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, o senador pediu recursos para financiar Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a apuração, pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto cinematográfico. O valor total negociado seria de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões.

Flávio admitiu ter buscado recursos com Vorcaro, mas negou irregularidades. O senador afirmou que se tratava de "patrocínio privado para um filme privado" sobre a história do pai. Ele também negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido recursos pessoalmente.

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