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Líder do PSB vê Haddad forte em SP e defende França ao Senado

Jonas Donizette afirma que petista precisa "falar para fora da casinha" para ampliar diálogo com o eleitorado paulista. Em entrevista ao Congresso em Foco, deputado também defende legitimidade de Márcio França para disputar o Senado.

22/5/2026
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O líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), considera Fernando Haddad (PT) o nome mais forte do campo governista para a disputa ao governo de São Paulo em 2026, mas avalia que o petista precisa ampliar o discurso para além do eleitorado tradicional da esquerda. Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, Donizette afirmou que Haddad deve buscar uma vice com perfil mais ao centro e falar com um público mais amplo no Estado.

"Fora da casinha"

"O Haddad é uma pessoa preparada, eu acho que é o nome mais forte que tinha realmente para a disputa", disse o deputado. "Eu só vejo uma coisa: ele precisa falar um pouco para fora da casinha." Segundo o líder do PSB, o petista muitas vezes faz um discurso voltado a quem já está convencido em votar nele. "Pregando para convertido, que é o que o pessoal fala", afirmou.

Chapa governista

A avaliação ocorre em meio às articulações para a montagem da chapa governista em São Paulo. O PSB está no mesmo palanque de Haddad e tenta preservar espaço na composição majoritária. Além da escolha da vice, a definição das duas candidaturas ao Senado virou prioridade para o presidente Lula, que busca evitar, caso seja reeleito, uma oposição ainda mais forte na Casa.

Vice mais ao centro

Para Donizette, a escolha da vice será decisiva para ampliar o alcance da candidatura de Haddad. O deputado disse que o petista já indicou a intenção de ter uma mulher na vaga, mas defendeu que o nome escolhido tenha capacidade de dialogar com o eleitorado de centro.

"Eu acho que tem que trazer uma figura mais do centro para poder ser a vice dele. Ele fala que é uma mulher. Então, tem que escolher alguém com uma característica que pega um eleitorado do povo mais amplo", afirmou. O líder do PSB acrescentou que Haddad também precisará levar em conta "a peculiaridade do estado de São Paulo" em sua comunicação e nos debates.

Senado em disputa

No Senado, a disputa dentro do campo governista envolve nomes de peso. Donizette citou três pré-candidaturas: Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet e Márcio França, ambos do PSB. Simone deixou o Ministério do Planejamento e o MDB, partido pelo qual foi senadora por Mato Grosso do Sul, para disputar uma vaga por São Paulo pelo PSB. Marina também deixou o Ministério do Meio Ambiente e reassumiu o mandato de deputada federal de olho na mesma disputa.

Simone no interior

Donizette afirmou que Tebet foi "muito bem acolhida" pelo PSB e tem potencial para se comunicar com o interior paulista. Para ele, a ex-senadora guarda uma boa lembrança junto ao eleitorado e pode dialogar com regiões do Estado que têm perfil semelhante ao de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Defesa de Márcio França

Apesar disso, o líder do PSB defendeu a legitimidade de Márcio França para reivindicar uma das vagas ao Senado na chapa. "Não dá para a gente [deixar de considerar] uma figura histórica como é o Márcio França, que foi fundador do partido, já foi governador", disse. Ele lembrou que França foi bem votado na última eleição ao Senado, mas acabou derrotado em uma disputa marcada pela força do bolsonarismo.

"Eu acho que o Márcio tem toda a legitimidade para pleitear essa segunda vaga", afirmou Donizette. Para integrarem a mesma chapa, Haddad precisará de um nome para vice e duas candidaturas ao Senado, em uma eleição considerada estratégica por Lula para tentar ampliar sua base na Casa.

Desafio da aliança

A avaliação do líder do PSB explicita o duplo desafio da aliança em São Paulo: fortalecer Haddad para a disputa estadual e, ao mesmo tempo, acomodar nomes competitivos ao Senado em uma composição que interessa diretamente ao Planalto. Para Donizette, o petista parte como o nome mais forte do campo governista, mas precisará ampliar sua comunicação e escolher uma vice capaz de dialogar com setores além da esquerda tradicional.

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