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Enamed vai melhorar a qualidade dos médicos, diz prefeito de Campinas

Para Dário Saadi, exame nacional é o primeiro passo para promover a melhora na formação dos estudantes de Medicina no país.

22/5/2026
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Em entrevista durante visita à nova sede do Congresso em Foco, o prefeito de Campinas (SP), Dário Saadi (Republicanos), defendeu a continuidade do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), implementado pela primeira vez no início deste ano.

Médico urologista, Saadi entende que a prova garante melhorias na qualidade da formação de novos profissionais e, consequentemente, no atendimento prestado à população. Segundo o prefeito, o exame serve para "mostrar que aquele profissional que vai atuar como médico tenha conhecimentos técnicos, científicos e tenha capacidade de atender um paciente com qualidade".

Confira a fala:

Para o prefeito, o Enamed é o primeiro passo para o aprimoramento dos cursos de Medicina no país. O próximo desafio é garantir que todas as universidades atendam aos requisitos necessários para um bom desempenho nas próximas provas. "É preciso que os ministérios da Saúde e da Educação tenham mais critérios na liberação de novas faculdades de Medicina", afirmou.

A primeira edição do exame provocou uma onda de críticas ao sistema de ensino de Medicina no país. Foram avaliados estudantes do quarto ao sexto ano de 351 instituições de ensino públicas e privadas em 107 municípios, com notas de 1 a 5. Do total, 107 cursos, em sua maioria privados ou municipais, obtiveram notas 1 ou 2 e receberam sanções do Ministério da Educação.

De acordo com Dário Saadi, a principal causa do baixo desempenho dessas instituições é a falta de exigência de instrumentos de ensino prático. "Tem muitas faculdades de medicina que tiraram notas baixas no exame nacional e que muitas vezes não têm nem campo de estágio para o seu aluno fazer", apontou.

Modernização de serviços

Dário Saadi considera o fornecimento de serviços de saúde um dos maiores desafios para um gestor público, "seja o prefeito de uma cidade grande como Campinas, que tem mais de 1,2 milhão de habitantes e é centro de uma região metropolitana de 3,3 milhões, como para cidades pequenas também".

Nesse sentido, a busca por instrumentos tecnológicos para modernizar e ampliar o acesso ao atendimento médico se torna indispensável. No caso de Campinas, o prefeito citou o programa de saúde digital da cidade como um exemplo de solução bem-sucedida para melhorar a oferta de diagnósticos e tratamentos.

"Eu vou dar um exemplo rapidíssimo: nós tivemos em 2024 uma epidemia de dengue muito forte. Nós passamos de cem mil casos. Desses cem mil casos que foram diagnosticados na nossa rede de saúde, quase 40 mil, 39 mil pacientes tiveram alta via WhatsApp", afirmou.

O resultado foi obtido graças a uma integração do sistema ao uso de chatbots que auxiliam no monitoramento do paciente. "A prefeitura cadastrava, entrava em contato, fazia uma série de perguntas no chatbot e a pessoa respondia. Aquele paciente que relatava que estava sem sintomas, em boas condições, já tinha alta sem precisar voltar ao centro de saúde".

Veja o relato:

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