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Advogado deixa defesa de Daniel Vorcaro após PF apontar omissões

José Luís Oliveira Lima é conhecido por sua atuação em delações de casos de grande repercussão.

22/5/2026
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O advogado criminalista José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio a um momento crítico das investigações. Na quarta-feira (20), a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada do banqueiro.

Apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda manter as negociações abertas, a decisão da PF abre espaço para que o ministro André Mendonça, do STF, possa rejeitar definitivamente a proposta.

Juca é reconhecido no meio jurídico como especialista em delações. O advogado atuou em acordos de delações premiadas de grande repercussão, como o acordo do empreiteiro Léo Pinheiro, um dos principais delatores da Operação Lava Jato. Pinheiro era presidente da OAS e foi peça central na condenação de Lula no caso do triplex do Guarujá.

Vorcaro está preso desde 4 de março.Rubens Cavallari/Folhapress

Suspeita de omissões

Na PF, a percepção era de que Vorcaro evitava comprometer pessoas próximas e não detalhava a participação de nomes que, na avaliação dos investigadores, ocupariam posição mais alta na suposta organização investigada. A delação premiada depende da apresentação de informações novas, verificáveis e úteis à investigação.

A rejeição ocorre em meio ao aprofundamento das apurações sobre o Banco Master. A PF apreendeu ao menos oito celulares de Vorcaro, e a perícia inicial em parte dos aparelhos teria revelado indícios de que o caso vai além de suspeitas de fraudes financeiras.

A investigação apura suspeitas de corrupção, organização criminosa, uso de estrutura privada para intimidar adversários e acesso indevido a dados sigilosos. As suspeitas ainda dependem de conclusão das investigações e de eventual análise pelo Ministério Público e pelo Judiciário.

Vorcaro também foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após pedido da própria PF. Com a rejeição pela Polícia Federal, o futuro da colaboração fica nas mãos da PGR. Até manifestação formal da Procuradoria, o caso segue com as investigações em andamento e com o banqueiro preso em Brasília.

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