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Victor Godoy nega proximidade com pastores do gabinete paralelo do MEC

O ministro da Educação, Victor Godoy, participa de audiência pública para prestar esclarecimentos sobre as suspeitas de corrupção no MEC.

11/5/2022
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Ministros cederam à pressão dos reitores, que temeram pelo colapso das universidades diante do congelamento de recursos. Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados
O ministro da Educação, Victor Godoy, participou de audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (11). Godoy era o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) e assumiu a pasta após a exoneração de Milton Ribeiro. "Informo que as únicas vezes que participei de eventos com as presenças dos pastores citados nas reportagens foi a convite do ministro [Milton Ribeiro] para compor a mesa de abertura. Todos os três eventos em que participei nessa qualidade foram realizados no auditório do MEC", ressaltou Godoy. O ministro também afirmou que Milton Ribeiro “nunca solicitou ou impôs” qualquer espécie de ato ilegal. “Os assuntos, porventura, tratados por eles e o ex-ministro da Educação não eram de meu conhecimento”, acrescentou. O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Insider, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com comercial@congressoemfoco.com.br. As comissões de Educação, de Fiscalização e Controle da Câmara convocaram Godoy para prestar esclarecimentos sobre as suspeitas de corrupção no ministério. Denúncias realizadas no final de março apontavam para a existência de um “gabinete paralelo” no MEC, comandado pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Em uma conversa gravada, Milton Ribeiro afirmou a prefeitos que o governo priorizava o repasse das verbas para amigos de pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). Os pastores também cobravam propina de prefeitos para viabilizar reuniões com o ministro e liberar o repasse de verbas para os municípios. Godoy afirmou aos parlamentares que encaminhou os relatos para a Controladoria-Geral da União enquanto atuava como o secretário-executivo. "Decidi que o caminho da prudência era o melhor a ser trilhado", ressaltou.
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