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Davi Alcolumbre contesta acusação de Vorcaro e diz que vai à Justiça

De acordo com a revista Veja, banqueiro citou pagamento de US$ 30 milhões ao presidente do Senado em proposta de delação premiada. Acordo foi rejeitado pela Polícia Federal.

12/6/2026
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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), negou ter recebido qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e afirmou que adotará medidas judiciais contra o empresário. A manifestação ocorreu após a revista Veja publicar que uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro teria citado um suposto pagamento de US$ 30 milhões ao parlamentar, o equivalente a cerca de R$ 155 milhões.

A acusação, segundo a revista, constaria da nova proposta de colaboração apresentada pelo banqueiro no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. O material, no entanto, foi rejeitado pela Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República ainda analisa a proposta.

Em nota, Alcolumbre classificou as alegações como "absolutamente falsas" e disse que jamais recebeu valores de Vorcaro, "no Brasil ou no exterior". O senador afirmou ainda que acionará a Justiça nas esferas cível e criminal para que os responsáveis pelas acusações apresentem provas e respondam pelos danos causados à sua honra.

Davi Alcolumbre diz que jamais recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.Jefferson Rudy/Agência Senado

Reação

"As alegações publicadas pela revista Veja envolvendo o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza", diz a nota da Presidência do Senado.

"O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir", acrescenta o texto (veja a íntegra mais abaixo).

Relato menciona conta no exterior

De acordo com a Veja, Vorcaro relatou que o pagamento a Alcolumbre foi feito em uma conta no exterior. A revista afirma que o valor teria sido repassado ao senador em razão de apoio a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, segundo a publicação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

As acusações contra o senador e o ex-ministro ainda não foram comprovadas. A própria reportagem ressalta que os relatos do banqueiro precisam ser acompanhados de provas para terem validade.

A revista também informou que a nova leva de relatos de Vorcaro menciona negócios envolvendo o PT da Bahia e cita Rui Costa. Desde as primeiras alusões ao envolvimento do PT da Bahia com o Master, Rui Costa nega qualquer ligação com irregularidades.

PF rejeita proposta de delação premiada

A Polícia Federal rejeitou nesta quinta-feira (11) a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator das investigações.

As razões da nova negativa estão sob sigilo e não foram divulgadas pela PF. Na primeira rejeição, no mês passado, investigadores concluíram que Vorcaro não havia apresentado informações novas em relação ao material já apreendido e que não havia admitido a prática de crimes.

Vorcaro foi preso novamente em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

Veja a íntegra da nota de Davi Alcolumbre:

"As reportagens publicadas pela revista VEJA sobre o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza.

O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão impostas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir.

A verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formularem acusações irresponsáveis serão responsabilizados.

Assessoria de Imprensa

Presidência do Senado"

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