A maioria dos brasileiros defende o fortalecimento de uma candidatura alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de 2026.
É o que mostra a Pesquisa CNT (Confederação Nacional do Transporte) de Opinião, realizada em parceria com o Instituto MDA e divulgada nesta terça-feira (16).
Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados consideram importante ou muito importante o surgimento de uma terceira via. Desse total, 37% classificam essa possibilidade como importante e 28% como muito importante.
Outros 27% consideram essa alternativa pouco importante, enquanto 8% não souberam responder.
Apesar da demanda por uma alternativa à polarização, a pesquisa mostra que esse espaço ainda não foi ocupado por uma liderança capaz de reunir apoio nacional.
Falta de nome
Entre os entrevistados favoráveis ao fortalecimento de uma terceira via, 60,9% não souberam indicar espontaneamente quem deveria representar essa alternativa.
Entre os nomes citados, Ronaldo Caiado lidera com 9% das menções. Na sequência aparecem Romeu Zema (7,4%), Joaquim Barbosa (6,8%), Michel Temer (6,2%), Augusto Cury (4,4%) e Renan Santos (4,1%).
O levantamento também aponta baixo nível de conhecimento dos possíveis candidatos.
Enquanto apenas 0,3% dos entrevistados afirmam não conhecer Lula e 2,8% dizem não conhecer Flávio Bolsonaro, ao menos 40% declaram não conhecer os demais nomes testados.
Polarização permanece
Apesar do interesse manifestado por parte do eleitorado em uma candidatura alternativa, Lula e Flávio Bolsonaro continuam concentrando as preferências de voto nos cenários testados pela pesquisa.
Na simulação estimulada de primeiro turno, o presidente aparece com 41,8% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 28,2%.
Os demais pré-candidatos ficam abaixo da marca de 5%, o que evidencia a dificuldade de consolidação de uma terceira via no cenário atual.
Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula registra 49,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36,8%. Brancos e nulos representam 11,2%, e os indecisos, 2,7%.
Os pesquisadores também observam que existe espaço para candidaturas alternativas, mas que os nomes colocados até agora ainda não conseguiram se firmar perante o eleitorado.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 10 e 14 de junho, em 143 municípios de todas as unidades da Federação. As entrevistas foram presenciais e domiciliares.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04256/2026.