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Moraes pede explicações após apreensão de arma de Bolsonaro em blitz

Armamento registrado em nome do ex-presidente foi encontrado com militar do GSI durante blitz no DF.

16/6/2026
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu, na noite de segunda-feira (15), uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, que foi conduzido à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, Estácio afirmou ter informado aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro e apresentou a documentação referente ao porte institucional. Ele também declarou atuar no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Segundo o militar, o armamento havia sido retirado da residência do ex-presidente na segunda para passar por reparos e seria devolvido nesta terça-feira (16), após a conclusão do serviço.

Moraes cobra explicações

O episódio foi comunicado pela corporação ao ministro do STF Alexandre de Moraes nesta terça-feira (16). O magistrado determinou que a defesa de Bolsonaro apresente esclarecimentos em até 24 horas sobre o porte da arma em sua residência e sobre a necessidade do envio do equipamento para manutenção às vésperas do término do período de prisão domiciliar.

Moraes deu 24 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar sobre o caso.Gabriela Biló/Folhapress

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, quando recebeu autorização de Moraes para concluir em casa o tratamento de uma broncopneumonia após receber alta hospitalar. O prazo inicialmente concedido pelo ministro foi de 90 dias.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Moraes também determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal e responsável pela segurança de Bolsonaro durante a prisão domiciliar, informe se está sendo cumprida a determinação de revista em todos os veículos que deixam a residência do ex-presidente. O ministro ainda solicitou esclarecimentos sobre a eventual entrada de agentes do GSI no local portando celulares.

Confira a íntegra da decisão.

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