O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei 6.133/2025, do Poder Executivo, que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). A proposta foi analisada em regime de urgência, a pedido da Comissão de Esporte, e agora segue para sanção do presidente da República.
A nova instituição será vinculada ao Ministério da Educação e terá sede em Brasília.
O texto também autoriza a expansão da universidade para outros estados, por meio da criação de campi e unidades acadêmicas.
Segundo o governo, a UFEsporte será a primeira universidade federal brasileira dedicada exclusivamente à formação, pesquisa e inovação na área esportiva.
A iniciativa busca consolidar um centro nacional de produção de conhecimento voltado ao esporte, reunindo ensino superior, pesquisa científica, extensão universitária e desenvolvimento tecnológico.
Formação de profissionais e apoio a atletas
Relatora da proposta na Comissão de Esporte, a senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que a criação da universidade representa um passo importante para a profissionalização do setor esportivo brasileiro.
De acordo com a parlamentar, a instituição poderá formar gestores esportivos, treinadores, preparadores físicos, pesquisadores e outros profissionais especializados, contribuindo para elevar a qualidade das políticas públicas e da gestão esportiva no país.
Leila também ressaltou o potencial da universidade para atender atletas que encerram suas carreiras e buscam novas oportunidades profissionais.
"Os méritos desta proposição são reunir, em uma mesma instituição, ensino, pesquisa, inovação, formação de profissionais e oportunidades para atletas que estão em transição de carreira."
A senadora destacou ainda que a iniciativa poderá ampliar a produção científica na área esportiva e fortalecer programas voltados ao desenvolvimento de talentos, ao alto rendimento e ao esporte educacional.
Inclusão e fortalecimento do paradesporto
Durante a tramitação do projeto, Leila Barros defendeu que a nova universidade poderá desempenhar papel estratégico na promoção da inclusão social por meio do esporte.
Segundo ela, a instituição terá condições de impulsionar pesquisas e programas voltados ao paradesporto, além de incentivar a participação feminina em diferentes modalidades esportivas e na gestão do setor.
A expectativa é que a universidade também contribua para a formulação de políticas públicas relacionadas à acessibilidade, ao esporte adaptado e à democratização do acesso às atividades esportivas
Como será o financiamento
O projeto estabelece que a Universidade Federal do Esporte poderá ser financiada por diferentes fontes de recursos. Entre elas estão dotações do Orçamento Geral da União, convênios firmados com entidades públicas e privadas, contratos, prestação de serviços, auxílios, subvenções e doações.
A instituição também poderá receber recursos provenientes da arrecadação das apostas esportivas destinados ao Ministério do Esporte, mecanismo que tem ganhado relevância após a regulamentação do mercado de apostas de quota fixa no país.
Apesar da aprovação da proposta, a implantação efetiva da universidade dependerá da existência de dotação orçamentária específica. O texto determina que a criação e o funcionamento da instituição estarão condicionados à previsão de recursos na Lei Orçamentária da União.
Estratégia para o desenvolvimento do esporte
A expectativa do governo é que a universidade atue como referência nacional na produção de conhecimento sobre treinamento esportivo, gestão, medicina esportiva, fisiologia, inclusão, inovação tecnológica e desenvolvimento de políticas públicas para o setor.
Com a aprovação do Congresso Nacional, o projeto aguarda agora a sanção presidencial para que a universidade possa iniciar seu processo de estruturação administrativa e acadêmica.