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Brasileiro que é deputado em Portugal defende rigidez na imigração

Filiado ao partido Chega, Marcus Santos adota posicionamento de conservadorismo no país europeu.

7/7/2026
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Em entrevista ao Congresso em Foco, o deputado português Marcus Santos defendeu regras mais rígidas para imigração, apesar de ser um imigrante brasileiro.

Filiado ao partido Chega, crescente da "direita musculada" no país europeu, o parlamentar disse ter enfrentado questionamentos quanto à política migratória. "As pessoas diziam: 'você é imigrante, como pode defender isso? Eu explicava que o país é como a nossa casa", afirmou.

Segundo ele, a proposta não é impedir a entrada de estrangeiros, mas estabelecer critérios mais rigorosos. Santos reiterou que sua posição, assim como a do partido, se baseia na ideia de organização e segurança.

"Eu sempre aprendi que as nossas casas têm portas e janelas, para quê? Não é só para manter a temperatura ambiente de casa. É também para proteger a nossa casa e o nosso país, que é a extensão da nossa casa. Assim como não deixo qualquer pessoa entrar na minha casa, também não vou deixar qualquer pessoa entrar no meu país."

Segurança

O deputado argumentou que muitos estrangeiros escolhem Portugal não por fatores econômicos, mas principalmente pela segurança.

Na avaliação de Santos, imigrantes brasileiros são motivados por dois atrativos: a proximidade linguística e a maior segurança em comparação com o Brasil.

Para ele, a ausência de controle rigoroso pode abrir espaço para a entrada de organizações criminosas. "Nós fugimos do PCC e do Comando Vermelho, não queremos permitir que essas pessoas entrem aqui", declarou.

Marcus Santos rejeitou o rótulo de que o Chega seja um partido contrário à imigração. Segundo ele, a legenda defende um modelo imigratório firme, com cautela. "O Chega não é anti-imigração, defende uma imigração controlada e regulada."

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