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Lula abre 6,5 pontos sobre Flávio no 2º turno, aponta AtlasIntel

Petista tem 48,8% contra 42,3% do senador do PL. Em abril, os dois apareciam empatados com 48% cada. No 1º turno, vantagem chega a 9,7 pontos, após recuo de Flávio em relação ao mesmo período.

1/7/2026
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O presidente Lula (PT) abriu 6,5 pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º). O petista aparece com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do pré-candidato do PL.

A mudança mais relevante em relação ao levantamento anterior comparável, de abril, foi a perda de terreno de Flávio. Naquele mês, Lula e o senador apareciam empatados numericamente, com 48% cada. Agora, Lula oscilou pouco, enquanto Flávio caiu 5,7 pontos. O grupo dos que declaram voto branco, nulo ou não sabem também cresceu no confronto direto: passou de 5% para 8,9%.

Veja a íntegra da pesquisa.

Pesquisa aponta queda de Flávio em relação a levantamento de abril.Ricardo Stuckert/PR | Jefferson Rudy/Agência Senado

No primeiro turno, Lula também lidera. No principal cenário testado, o presidente tem 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio. A diferença entre os dois é de 9,7 pontos percentuais. Em abril, Lula tinha 44%, e Flávio, 39%. Com isso, a vantagem do petista, que era de cinco pontos, praticamente dobrou. A pesquisa de maio da Atlas/Bloomberg permanece suspensa por decisão do TSE, ainda pendente de análise pelo plenário.

Na sequência do primeiro turno, aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%; Romeu Zema (Novo), com 2%; Joaquim Barbosa (DC), com 1%; Aécio Neves (PSDB), com 0,7%; Samara Martins (UP), com 0,6%; Augusto Cury (Avante), com 0,5%; e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,3%. Brancos, nulos e indecisos somam 1,2%.

O levantamento é o primeiro da Atlas/Bloomberg divulgado depois da crise aberta no clã Bolsonaro por Michelle Bolsonaro, que gravou vídeo com críticas a Flávio. A ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada politicamente pelo enteado e deixou a presidência do PL Mulher na véspera da divulgação da pesquisa.

Flávio segue como adversário mais competitivo

Mesmo com o recuo, Flávio segue como o adversário mais competitivo de Lula entre os nomes testados para o segundo turno. O petista vence Ronaldo Caiado por 48% a 39%; Romeu Zema por 48,2% a 38,5%; Renan Santos por 49,2% a 28,9%; Michelle Bolsonaro por 48,7% a 38,9%; e Jair Bolsonaro por 48,6% a 43,1%.

Os números mostram que Flávio ainda concentra parte importante do voto bolsonarista, mas perdeu força em relação à rodada anterior. Parte dessa queda não migrou diretamente para Lula, e sim para votos brancos, nulos e indecisos.

Renan cresce e se isola em terceiro

Entre os demais nomes do primeiro turno, Renan Santos foi o que mais cresceu. O líder do MBL passou de 5% para 7,8%, alta de 2,8 pontos, e se consolidou na terceira posição. Caiado ficou praticamente estável, oscilando de 3% para 2,9%. Zema caiu de 3% para 2%.

Apesar do avanço de Renan, a pesquisa ainda mostra uma disputa concentrada entre Lula e Flávio. A soma dos demais candidatos fica distante do patamar alcançado pelo senador, o que reforça o peso da polarização entre petismo e bolsonarismo na largada da campanha.

Repetição de 2022 também mostra Lula à frente

A Atlas/Bloomberg também testou uma repetição hipotética do cenário de 2022, com os mesmos candidatos daquela eleição. Nesse caso, Lula aparece com 44,4%, contra 41,4% de Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso e inelegível. Simone Tebet (PSB), ex-ministra e aliada do presidente, e Ciro Gomes (PSDB) têm 3,9% cada. Brancos e nulos somam 5,1%, e 0,5% não souberam responder.

Na série histórica desse cenário, Lula aparece praticamente estável, enquanto Jair Bolsonaro recua em relação ao patamar anterior, quando os dois estavam numericamente mais próximos. O movimento é semelhante ao observado no confronto entre Lula e Flávio: a vantagem do petista cresce mais pelo enfraquecimento do campo bolsonarista do que por uma forte expansão do voto lulista.

A pesquisa ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.

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