Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detalhou nesta quarta-feira (8) sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
"Acabei de fazer aqui a defesa do Brasil contra as tarifas e contra o Lula também", declarou o parlamentar em live. Flávio destacou que sua participação teve caráter técnico e político, e disse estar satisfeito com o resultado.
Segundo o pré-candidato, ele fará outras reuniões com aliados do governo americano, e afirmou que sua atuação é a "única chance" do Brasil contra o tarifaço. Flávio afirmou, no entanto, que não sabe se sua participação na audiência será efetiva para impedir que a entidade recomende as tarifas ao presidente dos EUA, Donald Trump.
"Eu vou conseguir? Não sei, gente. Eu acho que a única chance que nós temos de não ser tarifados é com essa minha participação aqui política na USTR. Porque o USTR é um órgão técnico. Todo mundo está dizendo isso 'olha, eles vão sugerir ao governo americano que meta 25% de tarifa sobre o Brasil'."
Flávio destacou que sua participação teve dois eixos principais: um técnico, voltado aos impactos econômicos, e outro político, relacionado ao cenário eleitoral brasileiro. "Estou aqui fazendo minha parte, inclusive sem ser o presidente da República do Brasil", afirmou.
O pré-candidato classificou Lula como um "vexame internacional" e voltou a criticar a ausência de representantes do governo na audiência, chegando a dizer que "até o Elon Musk" foi contrário às tarifas e o Lula não.
"É impressionante que havia advogados, empresários, defensores de produtos brasileiros, mas não havia ninguém do governo Lula. Até o Elon Musk mandou representantes aqui para dizer que era contra essa tarifação no Brasil. Vejam só, o Elon Musk defendendo o Brasil e o Lula não defende o Brasil."
Planos de governo
Segundo Flávio, ele apresentará durante as reuniões que ainda terá nos EUA uma proposta de criação de um acordo de livre comércio envolvendo o Brasil e países da América do Norte, inspirado no modelo do antigo NAFTA, atual USMCA.
Ao detalhar sua visão, o parlamentar explicou o funcionamento do acordo norte-americano e sugeriu sua ampliação para incluir o Brasil. Flávio argumentou que Brasil e Estados Unidos possuem economias complementares, o que facilitaria a construção de parcerias comerciais mais profundas.
"As nossas economias são complementares. A gente tem tudo. Temos uma avenida de oportunidades para trazer investimentos americanos para cá."
O senador defendeu que sua atuação nos EUA é baseada na continuidade de suas ações, caso se torne presidente. Ainda em tom presidenciável, disse ter sentido falta da participação de outros pré-candidatos na audiência.