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Senadora do Paraguai volta a atacar Mbappé: "Ele não é francês"

Parlamentar retomou a polêmica ao comentar a recusa de um cumprimento do atacante ao goleiro Orlando Gill.

9/7/2026
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A senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou a atacar o atacante Kylian Mbappé nesta quarta-feira (8), poucos dias após provocar repercussão internacional com publicações de teor racista contra o jogador da seleção francesa. Durante sessão ordinária do Senado do Paraguai, a parlamentar afirmou que Mbappé "não é francês" ao comentar um episódio envolvendo o goleiro paraguaio Orlando Gill.

Ao recordar o fim da partida entre Paraguai e França pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Amarilla disse que Gill tentou cumprimentar Mbappé, mas teve o gesto recusado.

"[...] nega um aperto de mão de Orlando Gill e ainda grita na sua cara. Isso não é francês... Ele não é francês, nunca."

Defesa dos costumes paraguaios

No discurso desta quarta-feira, a senadora iniciou sua fala exaltando hábitos que, segundo ela, fazem parte da cultura paraguaia, como czmprimentar vizinhos, desejar bom dia e pedir a bênção aos mais velhos.

Em seguida, afirmou que Orlando Gill agiu "com toda a humildade do paraguaio" ao tentar cumprimentar Mbappé após a partida. Para Amarilla, a suposta recusa do atacante contrariaria valores de cordialidade que ela atribuiu tanto ao Paraguai quanto à própria França.

A declaração representa a primeira manifestação pública da senadora sobre Mbappé desde a troca de acusações iniciada após a partida das oitavas de final e mantém a controvérsia envolvendo a parlamentar e o atacante francês.

Novo capítulo da controvérsia

O discurso amplia a crise iniciada no último fim de semana, quando Amarilla publicou nas redes sociais uma série de mensagens ofensivas contra Mbappé após a eliminação do Paraguai para a França.

Nas publicações, a senadora fez ataques à origem e à aparência do atacante, afirmando que ele "em vez de leite materno, tomava coco". Em outra mensagem, escreveu que o jogador era "bruto" e que "a coisa mais educada que ouviu foram chimpanzés". As declarações foram amplamente classificadas como racistas e provocaram forte repercussão internacional.

As declarações provocaram reação imediata do jogador, que classificou a parlamentar como "desprezível" e "indigna". Também foram condenadas pela Federação Francesa de Futebol, pelo governo francês e pelo Real Madrid, clube de Mbappé.

Após a repercussão, Amarilla ainda acusou Mbappé de praticar violência de gênero ao responder publicamente às suas declarações, afirmando que estudava medidas judiciais contra o jogador.

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