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Hugo Motta anuncia reunião para ampliar mistura de etanol na gasolina

Presidente da Câmara disse que governo também mantém compromisso de enviar projeto para retirar subsídios da gasolina, mas aguarda estabilização dos preços internacionais.

9/7/2026
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira (8) que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reunirá na próxima terça-feira (14) para deliberar sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%.

Segundo Motta, a definição foi acertada após conversa com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

"Em contato com os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, acertamos que o CNPE irá se reunir na próxima terça-feira (14) para deliberar sobre o aumento do percentual de 30% para 32% do etanol na gasolina", escreveu nas redes sociais.

Projeto sobre combustíveis

Na mesma publicação, o presidente da Câmara afirmou que o governo federal mantém o compromisso de encaminhar ao Congresso o projeto de lei complementar (PLP) voltado ao setor de combustíveis.

De acordo com Motta, a proposta prevê o fim do subsídio atualmente concedido à gasolina, mas sua apresentação dependerá da estabilização do mercado internacional.

"Com relação ao PLP dos combustíveis, o Governo Federal segue comprometido em retirar o subsídio que está sendo dado para a gasolina, necessitando apenas de mais um tempo para aguardar a estabilização do preço decorrente do conflito no Irã."

Hugo Motta anuncia aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%.Reprodução/X

Impacto esperado

A eventual ampliação da participação do etanol na gasolina dependerá da decisão do CNPE, órgão responsável por formular a política energética do país.

A proposta integra as medidas discutidas pelo governo para o setor de combustíveis e ocorre em um momento de monitoramento dos preços internacionais do petróleo, afetados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Caso aprovada pelo conselho, a mudança elevará de 30% para 32% a proporção de etanol anidro misturado à gasolina comercializada no Brasil.

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