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Câmara encaminha tramitação de emendas ao STF e nega peculato-desvio

Casa enviou documentos ao ministro Flávio Dino para sustentar que as indicações de emendas seguiram o rito regimental e que não houve desvio de recursos.

21/7/2026
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A Advocacia da Câmara dos Deputados encaminhou nesta segunda-feira (20) ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), as informações solicitadas sobre a tramitação das indicações de emendas parlamentares de comissão. Na manifestação, a Casa afirma que todos os atos seguiram o rito previsto no Regimento Interno e reforça que sua atuação se limita à fase de indicação e aprovação das emendas.

Segundo o documento, a execução orçamentária, que compreende empenho, liquidação e pagamento dos recursos, é de responsabilidade do Poder Executivo, cabendo à Câmara apenas a deliberação e aprovação das indicações feitas pelas comissões.

Documento enviado ao STF sustenta que as emendas de comissão seguiram o rito regimental e que os beneficiários indicados coincidem com os que receberam os recursos.Marcello Casal JrAgência Brasil

Documentação da tramitação

Para comprovar a regularidade do processo, a Advocacia anexou atas de reuniões de bancadas e comissões, além de registros do Sistema de Informações Legislativas (SINEC). De acordo com a resposta enviada ao STF, os documentos demonstram que cada indicação foi deliberada e aprovada formalmente, com datas e registros individualizados.

A Câmara também sustenta que os beneficiários indicados nas emendas são os mesmos que receberam os recursos, argumento que, segundo a Casa, afasta a hipótese de configuração do crime de peculato-desvio.

Resposta a Flávio Dino

A manifestação foi apresentada em atendimento à solicitação do ministro Flávio Dino, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, ação que trata da transparência e do controle sobre a execução das emendas parlamentares.

No documento, a Câmara reafirma seu compromisso com a transparência e a rastreabilidade dos recursos destinados por emendas parlamentares, destacando que vem adotando as medidas previstas no Plano de Trabalho Conjunto.

A resposta integra as informações prestadas pela Câmara ao Supremo no contexto do acompanhamento das novas regras para execução e fiscalização das emendas parlamentares, tema que vem sendo monitorado pela Corte desde as decisões que determinaram maior publicidade e controle sobre a destinação dos recursos públicos.

ADPF: 854

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