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PL aciona TSE contra suposta rede de perfis falsos que atacava Flávio

Representação, sob relatoria de Kassio Nunes Marques, pede a identificação dos responsáveis e dos financiadores de anúncios contra Flávio Bolsonaro.

21/7/2026
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O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a investigação de uma suposta rede de perfis falsos utilizada para impulsionar ataques ao senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas plataformas da Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram.

A representação tramita sob segredo de Justiça e tem como relator o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A informação foi confirmada ao g1 por uma fonte com acesso ao sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Na segunda-feira (20), o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), reuniu-se com Nunes Marques acompanhado da coordenadora jurídica da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri, e do advogado Marcelo Bessa.

Após o encontro, a equipe concedeu entrevista à imprensa para detalhar o pedido encaminhado à Corte.

Segundo integrantes da pré-campanha, o objetivo da representação é identificar os responsáveis pela criação dos perfis, bem como os financiadores dos anúncios patrocinados.

O partido também solicita medidas para interromper a divulgação dos conteúdos considerados irregulares.

Mesmo que o processo ainda não tivesse sido distribuído, Nunes Marques seria o responsável por analisar pedidos urgentes durante o recesso do Judiciário, período em que os prazos processuais ficam suspensos e cabe ao presidente da Corte atuar em regime de plantão.

Equipe de Flávio Bolsonaro afirma ter identificado mais de 20 mil perfis integrariam uma rede de ataques nas plataformas da Meta.Andressa Anholete/Agência Senado

Esquema foi identificado durante monitoramento

De acordo com Maria Cláudia Bucchianeri, a equipe jurídica descobriu o suposto esquema enquanto monitorava anúncios patrocinados nas plataformas da Meta durante a pré-campanha.

O que chamou a atenção dos advogados foi a existência de perfis recém-criados, com poucos seguidores, que contratavam impulsionamentos de alto valor.

"Começaram a aparecer perfis muito pequenos, recém-criados, que estavam fazendo contratações de R$ 200 mil. Isso nos chamou a atenção."

A partir desse monitoramento, a campanha afirma ter identificado uma rede composta por mais de 20 mil perfis com características semelhantes. Segundo os advogados, parte dessas contas utilizaria identidades falsas para contratar publicidade política e, após a divulgação dos conteúdos, seria excluída para dificultar o rastreamento.

Além de Flávio Bolsonaro, a campanha sustenta que a suposta estrutura também impulsionou conteúdos contra os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC).

Valores e alcance

Segundo a equipe da pré-campanha, já foi possível comprovar a atuação de 57 perfis falsos, responsáveis por mais de 4,6 mil anúncios patrocinados.

De acordo com os advogados do PL, esses anúncios somaram cerca de R$ 3 milhões em investimentos e alcançaram aproximadamente 250 milhões de visualizações.

Com o avanço da apuração, a campanha estima que a rede completa possa envolver mais de 20 mil contas e movimentar mais de R$ 20 milhões em impulsionamentos.

Os advogados também afirmam ter identificado pagamentos realizados em reais, dólares e pesos colombianos, além da repetição de números de telefone com DDD 41, correspondente à região de Curitiba (PR), nos cadastros utilizados para contratar os anúncios.

Pedido ao TSE

Na representação, o PL pede a concessão de uma liminar para determinar a retirada das contas do ar e autorizar a quebra de sigilo dos dados necessários à identificação dos responsáveis e dos financiadores da suposta rede.

Segundo Rogério Marinho, o partido não pretende atribuir previamente a autoria da operação a adversários políticos, mas busca que a Justiça Eleitoral esclareça quem está por trás da estrutura.

"Queremos identificar não apenas aqueles que estão promovendo isso, mas quem está financiando essa estrutura."

De acordo com a equipe jurídica, apenas o TSE, em conjunto com as plataformas digitais e outros órgãos competentes, possui os instrumentos legais necessários para obter dados protegidos e chegar aos responsáveis pelos perfis investigados.

O processo permanece sob segredo de Justiça, e o ministro Kassio Nunes Marques deverá analisar os pedidos de liminar apresentados pelo PL.

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