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Rachel Sheherazade anuncia pré-candidatura a deputada federal por SP

Jornalista oficializa pré-candidatura pelo PSD, rejeita rótulos ideológicos e promete defender justiça social.

21/7/2026
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A jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade anunciou oficialmente sua pré-candidatura a deputada federal por São Paulo pelo PSD. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que decidiu ingressar na política partidária após mais de duas décadas de atuação no jornalismo.

"Eu quero anunciar a vocês que sou oficialmente pré-candidata à Câmara Federal pelo Estado de São Paulo. Um desafio que eu abraço com muito amor, mas também com muita responsabilidade."

Sheherazade afirmou que recebeu convites de partidos de diferentes posições políticas, mas decidiu se aproximar do PSD após mais de um ano de conversas. Segundo ela, a legenda lhe garantiu liberdade para defender suas próprias ideias e bandeiras.

A jornalista também disse que não pretende orientar sua atuação parlamentar pela defesa de uma ideologia específica. Ela prometeu adotar uma postura baseada em moderação, diálogo, civilidade e justiça social.

Sheherazade rejeita rótulos ideológicos

No anúncio, a pré-candidata afirmou que seu pensamento nunca se enquadrou em campos políticos previamente definidos e pediu que os eleitores não esperem dela a defesa de um conjunto fechado de ideias.

"Não esperem de mim a defesa de uma ideologia. Ideologia é um combo de ideias prontas, ideias acabadas, de verdades inquestionáveis, de verdades intocáveis."

Ela acrescentou que respeita quem tem suas próprias ideologias, mas disse que seu pensamento "nunca coube e jamais caberá em caixas" e que não aceita ser rotulada ou enquadrada em um espectro político.

Segundo Sheherazade, os eleitores poderão esperar dela "bom senso, moderação, debate de ideias, civilidade, sensibilidade, humanidade e a busca incessante por justiça social".

Críticas ao Congresso

Em outro trecho do vídeo, Sheherazade fez críticas à atual composição do Congresso Nacional. A jornalista classificou o Legislativo como "inimigo do povo" e afirmou que os interesses das elites econômicas estariam representados em maior número do que os das parcelas mais vulneráveis da população.

"A minha voz será ainda mais forte para defender o que eu acredito e ficar do lado daqueles que não têm voz nem vez. Porque o Congresso inimigo do povo está dominado por despachantes de milionários, donos de bets, de veículos de comunicação, de banqueiros."

A pré-candidata declarou que pretende atuar ao lado das pessoas que mais dependem das políticas públicas e da presença do Estado.

"Há representantes de sobra para as elites econômicas no Congresso Nacional e há pouquíssima gente para defender a gente que mais precisa do Estado. É ao lado dessas pessoas que eu vou lutar."

Sheherazade também procurou se apresentar como uma candidata sem vínculos familiares ou políticos com grupos tradicionais de poder.

"Eu não sou herdeira, eu não tenho sobrenome, eu não sou protegida de poderosos. Eu nunca explorei o talento, a força de trabalho de ninguém, eu nunca puxei tapete de colega, eu nunca precisei negociar a minha consciência para chegar ao topo da minha profissão."

Do jornalismo para a política

Ao explicar a decisão de concorrer, Sheherazade relembrou sua trajetória profissional, iniciada em 2000, e o comentário sobre o carnaval que a tornou conhecida nacionalmente em 2011.

A jornalista foi posteriormente contratada para apresentar um telejornal em rede nacional e ganhou destaque por seus comentários sobre política e temas sociais. Ela também afirmou ter feito pós-graduação em Ciência Política e publicado dois livros sobre os problemas do país.

Sheherazade disse que, durante anos, evitou a política partidária para preservar a independência de suas análises. Segundo ela, a decisão de disputar um mandato ocorreu depois de concluir que o jornalismo opinativo e independente havia se tornado inviável em sua trajetória profissional.

"Quando a voz que denunciava começou a incomodar os donos do dinheiro e do poder, eu fui calada", afirmou.

A pré-candidata declarou que pretende continuar na política a missão que diz ter exercido no jornalismo, agora com instrumentos institucionais para apresentar propostas e participar das decisões do país.

"Hoje eu preciso continuar a minha missão na política, onde eu terei as ferramentas mais eficazes e onde não poderão mais calar a minha voz."

A pré-candidatura ainda deverá ser confirmada pelo PSD durante as convenções partidárias previstas no calendário eleitoral.

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