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Projeto pode incluir poetisa Henriqueta Lisboa entre heróis da pátria

Iniciativa busca reconhecer a contribuição da autora para a literatura brasileira, a educação e a valorização da língua portuguesa.

25/7/2026
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O projeto de lei 4.747/2026, apresentado pela deputada federal Duda Salabert (Psol-MG). propõe a inclusão do nome da escritora mineira Henriqueta Lisboa no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A iniciativa busca reconhecer a contribuição da autora para a literatura brasileira, a educação e a valorização da língua portuguesa.

A proposta inclui o nome da escritora no livro que fica no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves. Também conhecido como Livro de Aço, trata-se de um memorial cívico brasileiro que registra os nomes de personalidades fundamentais para a construção, defesa e desenvolvimento do país.

Segundo o texto, Henriqueta Lisboa é considerada uma das principais vozes da poesia brasileira do século XX, com uma obra marcada por reflexões sobre temas como espiritualidade, memória, natureza e condição humana.

"O presente projeto de lei tem por objetivo inscrever o nome de Henriqueta Lisboa em reconhecimento à excepcional contribuição que prestou à formação da identidade cultural brasileira."

Henriqueta Lisboa pode ser incluída no Livro de Heróis da Pátria.Reprodução | Arte Congresso em Foco

Trajetória

A escritora nasceu em 1901, em Lambari (MG), e teve uma trajetória marcada pela atuação como poeta, ensaísta, tradutora, crítica literária e professora.

Ao longo da carreira, Henriqueta Lisboa publicou cerca de 20 livros de poesia, além de obras de crítica e tradução. Entre os títulos mais conhecidos estão Enternecimento (1930), Prisioneira da Noite (1941) e O Menino Poeta (1943), considerado um clássico da literatura infantil brasileira.

Seu trabalho foi reconhecido por prêmios importantes como o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra.

O projeto também destaca o papel da escritora na abertura de espaços para mulheres na literatura e na produção intelectual. Em 1963, Henriqueta Lisboa tornou-se a primeira mulher a integrar a Academia Mineira de Letras.

Para a autora da proposta, esse pioneirismo contribuiu para ampliar a presença feminina na cultura brasileira e consolidar novos caminhos para escritoras e pesquisadoras.

Tramitação

Na Câmara, a proposta aguarda distribuição para as comissões temáticas, antes de ser analisada em Plenário.

Leia a íntegra.

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