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Com mandato garantido até 2031, senadores apostam em cargos estaduais

Renovação parcial do Senado abre espaço para disputas estaduais sem interrupção dos mandatos iniciados em 2023.

28/7/2026
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Dos 81 integrantes do Senado, 54 encerram o mandato em 2027. As outras 27 cadeiras, renovadas em 2022, têm mandato até 2031. Dentro desse grupo, nove senadores já confirmaram, encaminharam ou ainda avaliam candidaturas aos governos estaduais.

Esses parlamentares podem disputar outro cargo sem precisar renunciar ou se afastar definitivamente do mandato. Se forem derrotados, retornam normalmente ao Senado. Se vencerem, os primeiros suplentes assumem as cadeiras a partir de 2027, passando à condição de titulares.

Até esta terça-feira (28), três senadores eleitos em 2022 estão confirmados como candidatos aos governos estaduais: Omar Aziz (PSD-AM), Alan Rick (Republicanos-AC) e Wellington Fagundes (PL-MT). Os demais aguardam a realização das convenções partidárias em seus Estados, nas quais os diretórios decidirão se homologam ou não suas candidaturas.

Confira os senadores cotados para disputar os governos estaduais:

Os que ficam

Outros 18 senadores pretendem permanecer em seus cargos até o fim do mandato. Isso, porém, não significa necessariamente que exercerão a função de forma ininterrupta na próxima legislatura, já que é comum o governo federal convidar parlamentares para ocupar ministérios.

Nesses casos, o senador não perde o mandato. Basta solicitar licença enquanto exerce a função no Executivo, podendo retornar posteriormente à Casa. Foi o que ocorreu com Camilo Santana (PT-CE), que comandou o Ministério da Educação até abril deste ano e retomou sua cadeira para coordenar a campanha do PT no Ceará.

A regra não se aplica a cargos vitalícios, como os de ministro do STF ou do Tribunal de Contas da União (TCU), que exigem a renúncia ao mandato. Foi o caso do ex-senador Flávio Dino, que deixou o Senado em 2024 para assumir sua vaga no Supremo. Com sua posse, a suplente Ana Paula Lobato (PSB-MA) tornou-se titular da cadeira.

Veja quais senadores planejam permanecer no Senado em 2027:

Mudanças de partido

Entre os senadores eleitos em 2022, quatro chegam à metade do mandato em partidos diferentes daqueles pelos quais foram eleitos. Todos são candidatos ou pré-candidatos aos governos estaduais.

Ao contrário dos deputados, que precisam aguardar a janela partidária para trocar de legenda, senadores podem mudar de partido a qualquer momento. A possibilidade permite reorganizar alianças políticas tanto no Congresso quanto em seus Estados.

O primeiro caso é o de Cleitinho (Republicanos-MG). Ele foi eleito pelo PSC, legenda que não atingiu a cláusula de desempenho nas eleições de 2022. Diante disso, migrou para o Republicanos, partido que também recebeu outras lideranças mineiras da antiga sigla, oferecendo melhores condições de articulação no Congresso.

Exemplo de reformulação regional é o de Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná. Ele foi eleito pelo União Brasil, que posteriormente formou federação com o PP. Embora tivesse o apoio de parte do União, enfrentou resistência do Progressistas à sua candidatura. Diante desse cenário, migrou para o PL, onde encontrou espaço para disputar ao Palácio Iguaçu.

Veja quais senadores eleitos em 2022 mudaram de partido no mandato:

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