Notícias

PSB confirma Alckmin como vice e oficializa apoio à reeleição de Lula

Vice-presidente exaltou resultados do governo, criticou Bolsonaro e recebeu elogios de Lula por sua lealdade.

29/7/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O PSB oficializou nesta quarta-feira (29), durante convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin à reeleição na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido também formalizou a adesão à coligação formada pela federação PT-PCdoB-PV, pela federação Psol-Rede e pelo PDT.

Segundo Alckmin, a recondução da chapa representa um desafio ainda maior do que o enfrentado no início do atual mandato. "Aumentou a minha responsabilidade para estar à altura da confiança de vocês, à altura da responsabilidade para estar junto ao presidente Lula. Fico honrado por esta caminhada cívica que vamos ter pela frente", declarou.

Lula disse confiar em Alckmin que, ao seu lado, não teme "um golpe no dia seguinte".Pedro Ladeira/Folhapress

O vice-presidente relembrou o cenário encontrado pelo governo em 2023 e fez críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. "O presidente Lula recebeu um governo que não tinha dinheiro nem para pagar o Bolsa Família. (...) Um governo que deu, só de calote de precatórios, R$ 80 bilhões de calote. Um governo que tirou o ICMS à força na época da guerra da Ucrânia, sem consultar os governadores", apontou.

Sem mencionar Bolsonaro nominalmente, Alckmin também criticou a tentativa de golpe pelo ex-presidente após as eleições de 2022. "Não é possível falar em liberdade como no segundo turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de governo eleito", disse.

Ao defender a continuidade da atual gestão, o vice-presidente destacou resultados colhidos pelo governo. "Melhorou o PIB, melhorou a renda, melhorou o emprego, [aprovamos] a reforma tributária, reforma estruturante, fundamental para o Brasil poder crescer mais. (...). Enfim, onde a gente pensar, a gente vai ver que nós avançamos, caminhamos, crescemos e melhoramos."

Chapa segura

Ao comentar a manutenção da aliança, o presidente Lula ressaltou a confiança que deposita em Alckmin. "O Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa. É aquela pessoa que você pode deitar com a certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no país."

Lula acrescentou que, com Alckmin na Vice-Presidência, "nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte", porque "o Alckmin, antes de tudo, é um homem de muita lealdade, de muita capacidade de trabalho e de muita honestidade".

A referência à lealdade do vice remete à crise política enfrentada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2015. Eleita em 2014 tendo Michel Temer (MDB) como vice-presidente, Dilma viu o então aliado romper com o governo e apoiar o processo de impeachment que resultou em seu afastamento do cargo e cassação.

Aliança improvável

Embora PT e PSB sejam aliados históricos, a composição da chapa Lula-Alckmin em 2022 foi uma união improvável. Durante a maior parte de sua trajetória política, Alckmin integrou o PSDB, partido que fez oposição a todos os governos petistas.

Lula e Alckmin disputaram diretamente a Presidência da República em 2006, quando chegaram ao segundo turno. Em 2018, o então tucano voltou a concorrer ao Palácio do Planalto, enquanto o PT lançou Fernando Haddad. Naquela eleição, o segundo turno acabou sendo disputado entre Haddad e Jair Bolsonaro, então filiado ao PSL.

Em 2021, Geraldo Alckmin desembarcou do PSDB, e começou a se aproximar de Lula. Em março do ano seguinte, filiou-se ao PSB e foi confirmado como vice.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos