O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) respondeu, em entrevista ao canal Mathias TV, ao comentário do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que insinuou durante um evento nos Estados Unidos ter vontade de agredir o parlamentar e outros integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). O congressista classificou o antigo colega como "frouxo" e "covarde" e o desafiou: "vem me bater".
"Você tem o dobro do meu tamanho e eu tenho certeza absoluta que você não tem coragem de bater em ninguém. Mais uma vez: eu te chamei de bandido na sua cara. Você baixou a cabeça. Você é um frouxo, você é um covarde. Vem aqui me bater", declarou.
Veja a fala:
A declaração de Eduardo foi feita ao comentar uma entrevista em que Kim Kataguiri repercutia o boato, sem confirmação atual, de que existiriam vídeos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) traindo a esposa durante festas promovidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
"Ninguém reparou para olhar a Fernanda, a esposa do Flávio, que estão destruindo uma família, e os caras nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo e dando risada. (...) Então eu vou voltar ao Brasil e vou ter vontade de pegar na porrada esses moleques", disse Eduardo Bolsonaro.
Kataguiri reagiu relembrando que o ex-deputado nunca respondeu às suas acusações quando ambos atuavam na Câmara dos Deputados. "Quando eu estava no plenário da Câmara, te chamando, chamando o seu pai e o seu irmão de vagabundo, quadrilheiro e corrupto, você baixava a cabeça. Você não tinha coragem de debater comigo, você vai ter coragem de me bater?", questionou.
Medo de prisão
Kim também criticou a ida de Eduardo Bolsonaro para os Estados Unidos, onde está desde fevereiro de 2025. Segundo o deputado, a mudança foi um ato de covardia motivado pelo receio de ser preso.
"Você fugiu para os Estados Unidos porque o Lindbergh Farias (PT-RJ) fez uma representação pedindo sua prisão. Não foi nem o Ministério Público, depois o Ministério Público ainda disse que não ia te prender. No menor sinal de que você seria preso, você foi lá e caiu fora", afirmou.
O parlamentar comparou a postura de Eduardo à do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cassado da Câmara dos Deputados e condenado por envolvimento no esquema do Mensalão. "Olha lá, o Zé Dirceu: foi lá no Mensalão, não delatou o Lula, puxou cana, saiu e não ficou chorando igual você. Você não. No primeiro sinalzinho de prisão, caiu fora".
Ainda sobre a permanência nos Estados Unidos, Kim afirmou que o visto de residência obtido por Eduardo seria resultado de sua relação política com o presidente norte-americano Donald Trump.
"Você ainda ganhou um green card por não fazer nada. Você não investe em nada, você não é empresário de nada, você não tem nenhuma habilidade extraordinária pra ganhar qualquer tipo de visto pra ficar nos Estados Unidos. Porque é amiguinho do Trump ganhou esse presente pra ficar aí nos Estados Unidos", declarou.
Ação contra apelido
Kataguiri também relembrou que, quando Eduardo Bolsonaro ainda exercia o mandato de deputado federal, recorreu ao STF contra o uso do apelido "bananinha", criado pela jornalista Patrícia Lélis. Para Kim, o episódio demonstra uma postura contraditória em relação ao Supremo Tribunal Federal.
"Você é uma figura patética. Você não aguenta um apelidinho. Você quis proibir o Brasil inteiro de te chamar de bananinha. (...) Você que fala que é perseguido pelo Supremo foi pedir ajuda para a babá Supremo pra não ser chamado de um apelidinho", disse.