O Progressistas decidiu permanecer neutro na eleição presidencial e frustrou a tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (31), pouco depois de o candidato do PL afirmar que a senadora havia aceitado integrar sua chapa.
Em conversa com jornalistas durante um encontro com vereadores promovido pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), Flávio afirmou que Tereza Cristina havia aceitado o convite para integrar a chapa, mas reconheceu que a composição ainda dependia do aval do Progressistas.
"A Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Bolsonaro, uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então o convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não."
Logo após a fala, o PP divulgou uma nota na qual reafirmou a neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto e informou que não convocará uma convenção nacional para discutir a aliança. A legenda acrescentou que a decisão foi comunicada e acatada por Tereza Cristina, líder do partido no Senado.
"O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina."
A posição do partido impede, neste momento, que a senadora seja formalmente indicada para a chapa de Flávio. A candidatura dependia também de um entendimento com o União Brasil, que integra com o PP a federação União Progressista.
Chapa foi oficializada sem vice
Flávio Bolsonaro teve sua candidatura ao Palácio do Planalto oficializada pelo PL durante a convenção nacional realizada no último sábado (25), em São Paulo. Na ocasião, o partido não anunciou quem ocuparia a vice-presidência.
Ao longo das negociações, outros nomes chegaram a ser cogitados para a vaga, entre eles as deputadas Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC) e Simone Marquetto (PP-SP), além da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL-CE).
O nome de Tereza Cristina já era discutido nas semanas anteriores e ganhou força por sua ligação com o agronegócio e pela possibilidade de aproximar a candidatura da federação União Progressista.
Com a decisão do PP pela neutralidade, porém, Flávio precisará buscar outra alternativa para completar a chapa.