O Republicanos oficializou neste sábado (1º) a candidatura do governador Tarcísio de Freitas à reeleição ao Governo de São Paulo. A decisão foi tomada durante a convenção estadual do partido, realizada no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, que reuniu lideranças da centro-direita, prefeitos, parlamentares e candidatos às eleições de 2026.
O evento contou com a presença do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, além de dirigentes partidários e aliados políticos. A chapa de Tarcísio terá novamente Felício Ramuth (MDB) como candidato a vice-governador. Para o Senado, a coligação definiu os nomes de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
A candidatura será sustentada por uma ampla aliança formada por Republicanos, MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo, consolidando um dos maiores blocos partidários do país na disputa estadual.
Tarcísio exalta Bolsonaro
Em seu discurso, Tarcísio agradeceu à esposa, Cristiane Freitas, relembrou o tratamento contra o câncer e fez uma homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável por lançá-lo nacionalmente ao nomeá-lo ministro da Infraestrutura.
"Eu amo o seu pai. Eu amo Jair Messias Bolsonaro", afirmou, dirigindo-se a Flávio Bolsonaro.
O governador também destacou ações de sua gestão, como investimentos em saneamento básico, obras de infraestrutura, melhorias no abastecimento de água e as ações realizadas na região da Cracolândia. Ao defender a continuidade do mandato, afirmou que pretende ampliar políticas nas áreas de habitação, alfabetização, segurança pública e proteção às mulheres. Também reiterou a defesa do marco do saneamento e da privatização da Sabesp como instrumentos para solucionar problemas históricos de abastecimento de água no estado.
Sem citar nominalmente o ex-ministro Fernando Haddad (PT), Tarcísio criticou administrações petistas e afirmou que São Paulo "nunca foi governado pelo PT", atribuindo a isso o desenvolvimento do estado. Também fez críticas ao governo federal, acusando-o de aumentar impostos e de não apoiar a administração paulista.
Flávio reforça parceria
Em seu pronunciamento, Flávio Bolsonaro relembrou a escolha de Tarcísio para o Ministério da Infraestrutura durante o governo de Jair Bolsonaro e o apresentou como exemplo da equipe que pretende montar caso seja eleito presidente da República.
"Imagine quantos Tarcísios e Tarcísias vão estar escalados nos ministérios para recuperar o governo federal", afirmou, em crítica à gestão do presidente Lula.
O senador também prometeu ampliar o apoio federal a São Paulo caso chegue ao Palácio do Planalto, afirmando que facilitará financiamentos para o estado e para a capital paulista. Além disso, defendeu que tanto a eleição presidencial quanto a disputa pelo governo paulista sejam decididas ainda no primeiro turno.
O prefeito Ricardo Nunes também participou da convenção e fez ataques ao principal adversário de Tarcísio na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad. Durante o discurso, afirmou que o petista foi "o pior prefeito da história de São Paulo" e defendeu que a eleição seja resolvida já na primeira etapa da votação.
Coligação ampla com 12 partidos
Realizada no Ginásio do Ibirapuera, a convenção foi organizada para demonstrar a amplitude da aliança construída por Tarcísio. O palco foi montado no centro da arena e reuniu representantes das 12 siglas que integram a coligação.
Embora Flávio Bolsonaro tenha sido uma das principais autoridades presentes, sua candidatura presidencial apareceu de forma discreta no material visual do evento. A maior parte das bandeiras e faixas exibidas pelos apoiadores destacava apenas Tarcísio de Freitas e candidatos ao Legislativo, evidenciando que o foco principal da convenção foi a disputa pelo governo paulista.
Com a convenção realizada, a candidatura seguirá agora para registro na Justiça Eleitoral. Pelo calendário eleitoral, os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções e até 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.