A Federação Renovação Solidária, formada pelo Partido da Renovação Democrática (PRD) e pelo Solidariedade, decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O grupo segue o caminho das federações PSDB/Cidadania e União Progressista — formada pelo PP e pelo União Brasil —, além de partidos como Republicanos, Podemos e MDB, que também optaram por não formalizar apoio a candidatos na disputa presidencial.
A posição foi definida nesta quarta-feira (5), durante a convenção nacional da federação. Com a decisão, os diretórios estaduais ficarão livres para negociar e estabelecer alianças de acordo com as particularidades políticas de cada Estado. O PRD se originou da fusão entre o Patriota e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Em nota, a Renovação Solidária afirmou que a medida busca preservar a autonomia das lideranças e dos integrantes das duas legendas durante o processo eleitoral.
"A Renovação Solidária reafirma o respeito à autonomia de seus dirigentes, parlamentares, mandatários e candidatos, assegurando a liberdade de manifestação e construção política no âmbito dos diferentes campos que hoje compõem o debate eleitoral brasileiro", declarou a federação.
Segundo o PRD e o Solidariedade, a neutralidade na disputa presidencial também considera o atual cenário político do país, classificado pelas siglas como marcado por uma "intensa polarização política".
Para a federação, manter uma posição independente na eleição nacional representa uma contribuição mais adequada ao debate político. A liberdade concedida aos diretórios estaduais permitirá, no entanto, que as legendas participem de diferentes composições regionais.
A convenção ocorreu no último dia do prazo para que os partidos políticos escolhessem os candidatos que disputarão os cargos eletivos neste ano e deliberassem sobre a formação de coligações.
A Federação Renovação Solidária é presidida por Ovasco Resende, do PRD, e tem como vice, Paulinho da Força, dirigente máximo e fundador do Solidariedade.