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Após dilema com Cleitinho, Republicanos anuncia chapa ao governo de MG

Sem nome definido, Republicanos mineiro confirmou plano de lançar candidatura própria ao Palácio da Liberdade.

6/8/2026
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O presidente do diretório do Republicanos em Minas Gerais, deputado Euclydes Pettersen, informou em nota nesta quinta-feira (6) que o partido seguirá na disputa ao governo estadual com uma chapa própria, sem citar nomes. A decisão foi tomada após semanas de impasse em torno da candidatura do senador Cleitinho (Republicanos-MG).

De acordo com a sigla, serão lançados nomes tanto para governador quanto para vice-governador. "Os registros serão realizados em tempo hábil, conforme o calendário eleitoral", garantiram. O prazo para oficializar a chapa se encerra no dia 15.

Até então, o partido se preparava para apoiar a candidatura de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Governo na gestão de Romeu Zema, com quem havia rompido. A opção por seu nome ganhou força diante de múltiplos avanços e recuos na parte de Cleitinho Azevedo.

Senador atraiu críticas no partido por múltiplos avanços e recuos sobre candidatura. Jefferson Rudy/Agência Senado

Crise no Republicanos

Desde o início do ano, o Republicanos trabalhava para lançar o senador Cleitinho ao governo, com o pré-candidato liderando as pesquisas de intenções de voto. O parlamentar, porém, se ausentou da convenção partidária realizada no último dia 25, afirmando ainda enfrentar o luto da perda de seu irmão, Matheus Azevedo, que havia morrido de leucemia no dia 18.

Diante da ausência na convenção estadual, o Republicanos vetou sua candidatura. Tanto Euclydes Pettersen quanto o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (SP), avaliaram que o motivo da falta era legítimo, mas que ela provocou um efeito político concreto, e que, até aquele momento, o senador não havia dado nenhum gesto sólido sobre a participação no pleito.

Cleitinho tentou negociar uma solução, e se reuniu por cinco horas com Marcos Pereira na sexta-feira (31), sem chegar a um acordo. Na segunda-feira (3), se encontraram novamente, e desta vez, sob lágrimas, o congressista confirmou sua desistência, afirmando que ainda sofria com o luto e precisava cuidar de sua saúde emocional naquele momento.

No dia seguinte, Cleitinho voltou atrás. Durante a convenção nacional do partido, em Brasília, disse ter se equivocado, e clamou para que sua candidatura fosse mantida. "Eu não vou decepcionar o partido, eu não vou decepcionar o senhor, presidente. Vou fazer de tudo para valorizar o partido, mas principalmente o povo mineiro", declarou.

O pedido foi negado. "Não podemos ir para um processo eleitoral como esse, num partido que é sério e que cresceu em 20 anos, numa instabilidade. Eu seria irresponsável com o povo de Minas em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que hora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra", disse a jornalistas.

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