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Flávio repudia crise com Argentina e diz que Lula poderia ter evitado

Brasil e Argentina não romperam formalmente as relações; Itamaraty foi reduzir o nível da representação brasileira em Buenos Aires.

6/8/2026
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Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma nota nesta quinta-feira (6) em que critica o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina determinado pelo governo do presidente Lula (PT).

Nas redes sociais, o parlamentar acusa o Executivo de adotar uma política externa "ideologizada e confrontacional" e afirma que agricultores, fabricantes, exportadores e trabalhadores brasileiros poderão ser prejudicados pelo agravamento da crise com o país vizinho.

Apesar de o título da declaração usar a expressão "ruptura diplomática", Brasil e Argentina não romperam formalmente as relações. A decisão do Itamaraty foi reduzir o nível da representação brasileira em Buenos Aires, com a manutenção da ausência do embaixador Julio Bitelli enquanto persistirem as declarações consideradas ofensivas do presidente argentino.

Flávio critica Lula por "ruptura" com Argentina.Reprodução/Redes sociais

"Eu repudio veementemente a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina — uma nação irmã, nosso maior parceiro comercial na América do Sul e um amigo histórico do povo brasileiro", declarou Flávio.

O senador também vinculou o episódio às recentes tensões diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos e o Paraguai. Segundo ele, nenhum governo da história recente teria conseguido "isolar o Brasil tanto em tão pouco tempo".

Ofensas

Ao se referir a Lula durante a convenção de Flávio, no último dia 25, Javier Milei chamou o presidente brasileiro de "presidiário" e "ladrão". O argentino também reclamou da decisão judicial que o impediu de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar humanitária em Brasília, e chamou o ministro Alexandre de Moraes de "lixo careca".

Em entrevista à imprensa argentina, Milei voltou a chamar o presidente brasileiro de "ex-presidiário", "ladrão" e "corrupto". O Itamaraty considerou as declarações incompatíveis com a relação entre dois países vizinhos e decidiu que o embaixador brasileiro não retornaria a Buenos Aires.

Na nota, Flávio Bolsonaro afirma que a redução do nível diplomático não era inevitável. Para o pré-candidato, o episódio seria consequência direta da postura adotada pelo governo Lula na condução das relações internacionais.

"Romper com Buenos Aires não era inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontacional que, em apenas alguns meses, fabricou crises com três países da nossa região — os Estados Unidos, nosso maior parceiro no hemisfério, o Paraguai, um vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina."

Veja a íntegra da declaração:

Flávio diz que Lula poderia ter evitado "ruptura" com Argentina.Reprodução/Redes sociais
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