A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026 terá sete candidatos, conforme os pedidos de registro apresentados à Justiça Eleitoral até o encerramento do prazo.
O vice-governador Gabriel Souza (MDB) se estabelecer como titular no Palácio Piratini enquanto enfrenta dois candidatos de peso: Jualiana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), que ocupam a liderança nas pesquisas.
Veja a lista completa de candidatos:
Principal disputa
Vice-governador eleito em 2023, Gabriel Souza é o preferido do governador Eduardo Leite (PSD) como sucessor, buscando dar continuidade à gestão que buscou, ao longo dos três anos e meio, fazer oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva sem se vincular ao círculo de alianças da família Bolsonaro.
Ele deverá disputar, à esquerda, com Juliana Brizola, neta do fundador do PDT, o ex-governador Leonel Brizola. Advogada nascida em Porto Alegre, ela foi secretária de Juventude da capital gaúcha e também vereadora eleita em 2008. Possui também três mandatos como deputada estadual, eleita em 2010, 2014 e 2018.
À direita, está o deputado Luciano Zucco, natural de Alegrete (RS). Tenente-coronel do Exército, Zucco foi eleito deputado estadual em 2018 e federal em 2022. Na Câmara, ocupou posição de destaque na condição de líder da oposição em 2025, período no qual esteve entre os principais articuladores do PL da Dosimetria.
Juliana Brizola e Luciano Zucco possuem apoio direto dos presidenciáveis Lula e Flávio Bolsonaro, alianças que os colocam no centro da disputa pelo governo riograndense.
A pesquisa mais recente no Estado é a do instituto Quaest, divulgada no dia 30 de julho. O levantamento aponta disputa acirrada pela liderança entre Juliana Brizola, com 24% de intenções de voto, e Luciano Zucco, com 22%. Gabriel Souza vem em seguida, com 6%, sucedido por Marcelo Maranata (PSDB), com 3%.
Eleitorado
O Rio Grande do Sul possui cerca de 8,5 milhões de eleitores, segundo maior colégio no Sul. É também a segunda maior economia da região e quinta maior do país, com PIB estimado em R$ 650,1 bilhões oriundos de setores diversificados, com forte participação tanto da agropecuária quanto da indústria. Por outro lado, o Estado enfrenta dificuldades fiscais de longa data e foi sucessivamente prejudicado por fenômenos climáticos extremos nos últimos anos.
O pleito deste ano chama atenção por ter os candidatos aliados a Lula e Flávio Bolsonaro ocupando posições mais sólidas do que o nome escolhido para a sucessão do atual governo. Será também um teste de resiliência para o PDT, que busca restabelecer a força na terra de origem de seu fundador após sucessivos reveses.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso nenhum concorrente alcance a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.