O Acre tem oito candidatos na disputa pelas duas vagas do estado no Senado em 2026.
A corrida é dominada por políticos com experiência eleitoral: seis concorrentes já exerceram mandatos no Congresso, no governo estadual ou na Assembleia Legislativa, e cinco deles passaram pelo próprio Senado.
Os atuais senadores Márcio Bittar (PL) e Sérgio Petecão (PSD) buscam a reeleição. Gladson Cameli (PP) e Jorge Viana (PT), ex-governadores e ex-senadores, tentam retornar à Casa.
Eduardo Velloso (Solidariedade), hoje deputado federal, ocupou temporariamente uma cadeira no Senado em 2022 e Mara Rocha (Republicanos), ex-deputada federal, completa o grupo de candidatos com experiência em cargos eletivos.
Também concorrem o advogado Dr. Júnior Feitosa (DC) e o professor Inácio Moreira (PSOL).
Os oito pedidos de registro constavam no sistema da Justiça Eleitoral como aguardando julgamento na última atualização consultada.
Veja a lista de candidatos:
Mandatos e retornos
Eleito senador em 2018, Márcio Bittar tenta permanecer no Congresso por mais oito anos.
Antes de chegar ao Senado, passou pela Assembleia Legislativa do Acre e pela Câmara dos Deputados. Sérgio Petecão, que também ocupa uma das cadeiras em disputa neste ano, busca novo mandato pelo PSD. Ele foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e deputado federal antes de chegar ao Senado.
Gladson Cameli tenta retornar à Casa onde exerceu mandato entre 2015 e 2019.
Depois, foi eleito governador do Acre em 2018 e reeleito em 2022. Ele deixou o governo em abril deste ano para concorrer ao Senado. Jorge Viana, por sua vez, tenta voltar à Casa após ter sido senador entre 2011 e 2019. O petista também comandou o governo acreano por dois mandatos e foi prefeito de Rio Branco.
Mara Rocha chega à disputa depois de ter exercido mandato de deputada federal entre 2019 e 2023 e concorrido ao governo estadual em 2022.
Eduardo Velloso é deputado federal e já ocupou temporariamente uma cadeira no Senado como suplente de Bittar. Completam a relação o advogado Júnior Feitosa e o professor Inácio Moreira.
Candidatura de Gladson é contestada
Entre os candidatos que tentam voltar ao Senado, Gladson Cameli enfrenta uma disputa paralela na Justiça Eleitoral.
A Procuradoria Regional Eleitoral pediu a impugnação do registro de sua candidatura e sustenta que uma condenação criminal imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) o torna inelegível.
Em maio, a Corte Especial do STJ condenou Cameli a 25 anos e nove meses de prisão por peculato-desvio, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Também foram fixados 600 dias-multa e reparação de R$ 11,78 milhões ao Estado. A condenação não transitou em julgado.
O TRE-AC abriu prazo de sete dias para a defesa contestar o pedido de impugnação. O processo de registro permanece em tramitação. Cameli afirma que continua candidato e busca assegurar na Justiça o direito de participar da eleição.
Duas escolhas na urna
Em 2026, dois terços das cadeiras do Senado serão renovados. Por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Os dois mais votados no Acre serão eleitos para mandatos de oito anos.
A eleição para senador ocorre em turno único. O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro.