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Amapá pode eleger primeira senadora em disputa com nove candidatos

Três mulheres concorrem às duas vagas; eleitorado feminino também é maioria no estado.

21/8/2026
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O Amapá chega à eleição de 2026 com a possibilidade de eleger, pela primeira vez, uma mulher para o Senado.

Das nove candidaturas registradas para as duas vagas em disputa, três são femininas: Rayssa Furlan (Podemos), Alliny Serrão (União Brasil) e Juíza Jô (DC). O estado já teve uma mulher no cargo, Maria Benigna Jucá, mas como suplente, entre 1995 e 2003.

O recorte ganha peso também pelo perfil de quem vai às urnas. As mulheres são maioria entre os 577.534 eleitores do Amapá: são 296.729, ou 51% do total.

Disputa reúne três mulheres, dois senadores em busca de novo mandato e nove candidatos ao todo.Arte Congesso em Foco

Entre as candidatas, Rayssa chega à campanha com maior exposição nas pesquisas.

Levantamento Paraná Pesquisas realizado em julho apontou a médica com 60% das menções, seguida por Lucas Barreto (PSD), com 37,7%, e Randolfe Rodrigues (PT), com 35,1%. Alliny aparecia com 13,6% e Juíza Jô, com 2,5%.

A cadeira ocupada por Davi Alcolumbre (União Brasil), eleito em 2022, não está em disputa neste ano.

Veja a lista de candidatos ao Senado no Amapá:

Mulheres buscam espaço inédito

Rayssa tenta o Senado pela segunda vez.

Em 2022, recebeu 174.128 votos e terminou em segundo lugar na disputa vencida por Davi Alcolumbre. Médica e ex-primeira-dama de Macapá, ela agora concorre pelo Podemos.

Alliny Serrão leva para a corrida uma trajetória construída no Legislativo estadual. Foi vereadora em Laranjal do Jari, está no segundo mandato de deputada estadual e se tornou a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa do Amapá.

A terceira candidata, Juíza Jô, nome de urna de Joenilda Lobato Silva Lenzi, disputa uma eleição pela primeira vez, de acordo com os registros disponíveis desde 1998. Servidora pública civil aposentada, concorre pela Democracia Cristã.

Além da possibilidade de uma representação feminina inédita pelo voto, a eleição reúne dois senadores que tentam permanecer no cargo. Randolfe foi eleito em 2010 e reeleito em 2018 e busca o terceiro mandato consecutivo.

Lucas Barreto, eleito em 2018, tenta a primeira reeleição.

Outros dois nomes também chegam com histórico eleitoral mais longo.

Acácio Favacho cumpre o segundo mandato de deputado federal e anteriormente foi vereador de Macapá. Capi, ex-governador do Amapá, já foi eleito duas vezes para o Senado e tenta retornar à Casa.

Professor Uzian Pinto já disputou a prefeitura de Laranjal do Jari e uma vaga na Assembleia Legislativa. Helio Silva, por sua vez, estreia em eleições nos registros disponíveis desde 1998.

Eleitorado é jovem e concentrado em Macapá

Além da maioria feminina, o eleitorado amapaense tem forte presença de adultos jovens.

A faixa entre 25 e 29 anos é a mais numerosa, com 69.832 eleitores. Outros 5.886 jovens de 16 anos estão aptos a participar da eleição.

Macapá concentra mais da metade dos votos do estado, com 321.591 eleitores. Santana vem em seguida, com 86.030.

O Amapá tem, ao todo, 577.534 pessoas aptas a votar, número 1,1% superior ao registrado nas eleições municipais de 2024.

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