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Eleição ao Senado no Ceará acentua rompimento entre Cid e Ciro Gomes

Cid tenta a reeleição no palanque de Elmano; o irmão Ciro concorre ao governo pela chapa adversária, que tem Capitão Wagner e Alcides Fernandes para o Senado.

21/8/2026
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O Ceará tem oito candidatos registrados para as duas vagas do Senado em uma eleição marcada pelo rompimento político entre os irmãos Cid (PSB) e Ciro Gomes (PSDB). Entre os principais nomes estão o próprio Cid, que busca a reeleição, Capitão Wagner (União), a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (Rede) e o deputado estadual Alcides Fernandes (PL).

No Estado, 6.998.494 eleitores estão aptos a votar em 4 de outubro. Como serão renovados dois terços do Senado, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Os dois mais votados serão eleitos, sem segundo turno.

A divisão entre os irmãos Gomes se reproduz nos principais palanques estaduais. Cid concorre ao lado de Luizianne na aliança que apoia a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Em outro palanque, na oposição, Ciro Gomes tenta voltar ao governo após mais de 30 anos e tem Capitão Wagner e Alcides Fernandes como candidatos ao Senado.

Irmãos em lados opostos

Politicamente rompidos, Cid e Ciro estão agora em campos adversários. Enquanto Cid permaneceu próximo ao grupo político que governa o Ceará e apoia Elmano, Ciro encabeça uma aliança de oposição que reúne PSDB, União Brasil, PP e PL.

A polarização entre os dois campos também aparece na pesquisa Datafolha divulgada em 14 de agosto. Cid tinha 26% das intenções de voto e Capitão Wagner, 22%, em empate técnico pela margem de erro de três pontos percentuais. Luizianne aparecia com 14% e Alcides, com 7%.

Cid tenta renovar o mandato conquistado em 2018. Capitão Wagner, que já concorreu ao governo e à Prefeitura de Fortaleza, busca voltar a um cargo eletivo. Luizianne disputa uma das vagas pelo campo governista, enquanto Alcides, pai do deputado federal André Fernandes (PL), representa o segmento bolsonarista no palanque de Ciro.

Completam a corrida Guilherme Theophilo (Novo), Catarina Matos (UP), Reginaldo Ferreira (PSTU) e Lino Alves (PCO). Os registros ainda podem sofrer alterações até a eleição em razão de decisões da Justiça Eleitoral, renúncias ou substituições.

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