A Bahia tem dez candidatos registrados para disputar as duas vagas do Estado no Senado em uma eleição marcada pela ruptura de Angelo Coronel (Republicanos) com a base governista. Eleito em 2018 no mesmo campo político de Jaques Wagner (PT), o senador agora tenta renovar o mandato pela chapa de ACM Neto (União Brasil).
No Estado, 11.321.005 eleitores estão aptos a votar em 4 de outubro, quarto maior eleitorado do país. Como serão renovados dois terços do Senado, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Os dois mais votados serão eleitos, sem segundo turno. O governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição, tem como candidatos ao Senado dois ex-governadores: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner. As duas cadeiras em jogo são justamente as ocupadas hoje por Wagner e Coronel, eleitos juntos em 2018. Oito anos depois, os dois tentam permanecer no Senado em campos adversários.
De aliado a adversário
A entrada de Rui Costa na chapa governista deixou Coronel sem espaço para buscar a reeleição pelo grupo que o elegeu em 2018. O senador rompeu com a base de Jerônimo, deixou o PSD, filiou-se ao Republicanos e passou a apoiar ACM Neto.
Coronel concorre ao lado de João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro. Os dois também receberam o apoio de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelas vagas do Senado.
A mudança de alianças aparece nas pesquisas. Levantamento Real Time Big Data divulgado em 11 de agosto mostrou Rui Costa com 25% das intenções de voto e Jaques Wagner com 20%. Coronel e Roma apareciam empatados, com 15% cada. Os registros ainda podem sofrer alterações até a eleição em razão de decisões da Justiça Eleitoral, renúncias ou substituições.