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Santa Catarina tem direita dividida em eleição às duas vagas do Senado

Candidatos do PL disputam espaço com demais partidos do próprio campo para cadeiras catarinenses no Senado.

21/8/2026
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A corrida pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado Federal chega ao início da campanha eleitoral de 2026 com 13 candidatos e uma disputa aberta dentro da própria direita entre nomes ligados aos principais campos políticos do Estado.

Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL) integram a chapa do governador Jorginho Mello (PL), que busca se reeleger. Eles buscam consolidar o protagonismo bolsonarista na política catarinense, e têm como principais concorrentes políticos também ligados ao campo conservador: Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB), que apoiam a candidatura de João Rodrigues ao governo

Disputa ao Senado tem 13 candidatos em Santa Catarina. Arte Congresso em Foco

Pesquisa Neokomp divulgada no dia 27 de julho mostra Carlos Bolsonaro e Carol de Toni na liderança tanto para o primeiro voto, com 27,7% e 21,0% de apoio, quanto para o segundo, com 23,7% e 19,9%. Na sequência, Esperidião Amin e Décio Lima (PT) se alternam: o candidato do PP com 11,5% no primeiro voto e 14,2%; e o do PT com 13,8% e 11,8%.

Também aparecem, na disputa pelo primeiro voto, Antídio Lunelli com 8,4%; Afrânio Boppré (Psol) com 6,6% e Jefferson Rocha (PRD) com 0,5%.

Veja a lista completa de candidatos:

Eleitorado

Santa Catarina conta com o menor colégio eleitoral do Sul, com 5,7 milhões de eleitores. É também o Estado com o menor PIB da região, estimado em R$ 513 bilhões. Por outro lado, lidera em PIB per capita, estimado em R$ 73 mil por habitante ao ano, o maior do Sul e o quinto maior do país.

Trata-se do eleitorado mais conservador da região Sul: em 2022, deu 69,27% dos votos a Jair Bolsonaro no segundo turno. Tanto Jorginho Mello quanto seu antecessor, Carlos Moisés, foram eleitos em coligação com o ex-presidente.

O PL também é o partido com o maior número de prefeituras em Santa Catarina, com filiados eleitos para chefiar 90 dos 295 municípios em 2024. Esta eleição pode consolidar a condição do Estado como fortaleza eleitoral do partido e do próprio bolsonarismo.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso nenhum concorrente alcance a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

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