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Flávio: "bandido será tirado de circulação em pé ou deitado"

Em ato no Rio, candidato do PL prometeu "guerra" às facções, penas mais duras e redução da maioridade penal. Lula também focou discurso em segurança pública em outro evento de campanha na capital fluminense.

22/8/2026
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a endurecer o discurso sobre segurança pública neste sábado (22), durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro. No Maracanãzinho, Flávio afirmou que, se eleito, "o bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado" e prometeu "declarar guerra" às principais facções criminosas do país.

"O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado. Porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós, que as ruas são nossas", declarou. Em seguida, rebateu críticas ao tom adotado: "Ah, 'o Flávio é radical'. Não gostou? Vota no defensor de bandido".

Flávio Bolsonaro durante discurso no Maracanãzinho.Fausto Maia/Thenews2/Folhapress

O ato marcou o lançamento oficial da chapa de Douglas Ruas, que terá a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL) como candidata a vice. O Maracanãzinho foi o mesmo local escolhido pelo partido, em 2022, para oficializar a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.

Esta foi a terceira agenda de Flávio no Rio desde o início oficial da campanha. No domingo passado, participou de um ato na Praia de Copacabana e, na sexta-feira (21), percorreu municípios da Baixada Fluminense, sempre acompanhado de Ruas.

"Guerra aos narcoterroristas"

Segurança pública ocupou a maior parte do discurso. Flávio voltou a prometer a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida incluída em seu programa de governo e criticada por especialistas da área.

"Marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas", afirmou.

O candidato também prometeu elevar para oito anos a pena para roubo de celular e obrigar condenados a trabalhar durante o cumprimento da pena para custear a própria permanência no sistema prisional e indenizar as vítimas.

Flávio defendeu ainda a castração química de condenados por crimes sexuais, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e o uso de tecnologia para proteger mulheres sob medidas protetivas.

Ao falar sobre o uso de drones por organizações criminosas, afirmou: "Na minha época de criança, eu soltava pipa. As crianças hoje estão sendo ensinadas a subir drones para jogar bomba na cabeça dos outros".

Educação e anistia

Fora da segurança pública, Flávio disse que pretende manter o Bolsa Família, associado a políticas de qualificação profissional, e ampliar escolas técnicas e profissionalizantes com participação de empresas. Também citou o programa "Minha Primeira Empresa", voltado à inserção de jovens no mercado de trabalho e ao empreendedorismo.

O senador voltou a defender uma anistia geral aos acusados pelos atos de 8 de janeiro e disse que buscará "libertar Jair Messias Bolsonaro".

Ao encerrar o discurso, recorreu ao discurso religioso. "Deus está me preparando há 24 anos para este momento. O Brasil precisa de homens e mulheres de coragem, com fé para recuperar esse Brasil", afirmou.

Campanhas simultâneas no Rio

O evento do PL ocorreu no mesmo horário em que o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) participava de um comício no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

A segurança pública também foi tema do discurso de Lula. O presidente prometeu recuperar territórios controlados por organizações criminosas, mas defendeu uma estratégia baseada em prisões. "Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los", afirmou.

Lula também citou a PEC da Segurança Pública, proposta pelo Executivo que amplia a participação da União no setor. A matéria começou a avançar no Senado nesta sexta-feira (21), após mais de cinco meses parada.

No Maracanãzinho, Douglas Ruas colocou Jair Bolsonaro no centro da campanha. "O Rio de Janeiro é a casa do presidente Bolsonaro. Eu quero que ele sinta orgulho da mudança que vamos iniciar no Rio de Janeiro", declarou.

O evento contou ainda com a participação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do presidente estadual da legenda, Altineu Côrtes, e dos candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho.

O ato ocorre um dia após pesquisa Datafolha mostrar Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. No segundo turno, o presidente registra 47%, ante 43% do senador.

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