Notícias

Morre Manoel Dias, ex-ministro de Dilma e fundador do PDT, aos 88 anos

Aliado histórico de Leonel Brizola, Maneca foi cassado duas vezes pela ditadura e comandou o Ministério do Trabalho no governo Dilma.

23/8/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O ex-ministro do Trabalho Manoel Dias, um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), morreu neste sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis (SC). Conhecido como Maneca, ele estava internado para tratar complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido no ano passado.

Ele comandou o Ministério do Trabalho e Emprego entre 2013 e 2015, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Aliado histórico de Leonel Brizola, participou da criação do PDT e se tornou uma das principais referências do trabalhismo em Santa Catarina.

Manoel Dias foi cassado duas vezes pela ditadura militar.Divulgação/PDT

O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, lamentou a morte. "Sua luta pelo trabalhismo e seu legado na construção dos núcleos de base vão seguir norteando os passos do nosso partido e inspirando as novas gerações", escreveu.

Cassado duas vezes pela ditadura

Nascido em Criciúma (SC), em 1938, Manoel Dias iniciou a trajetória política no movimento estudantil e foi eleito vereador de Içara pelo antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1962.

Após o golpe militar de 1964, teve o mandato cassado e ficou preso por 11 meses como perseguido político. Mais tarde, participou da organização do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Santa Catarina e foi eleito deputado estadual em 1966.

Em 1969, sob os efeitos do Ato Institucional nº 5 (AI-5), foi novamente cassado e teve os direitos políticos suspensos por dez anos. Durante esse período, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Com a anistia e a reorganização partidária, atuou ao lado de Brizola na criação do PDT. Na legenda, foi secretário-geral nacional e presidiu a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.

Maneca também disputou eleições para governador, vice-governador e deputado estadual em Santa Catarina, sem se eleger. Em 2013, assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego, onde permaneceu até outubro de 2015.

A Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini afirmou que Dias teve "uma vida inteira dedicada ao trabalhismo, à democracia e à defesa dos trabalhadores" e destacou sua atuação política ao longo de diferentes gerações. Manoel Dias deixa esposa, dois filhos, noras e netos. O velório foi organizado na sede da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos

20/8/2026