O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro chamou o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) Carlos de Almeida Baptista Júnior de "escória da nossa nação".
A declaração foi publicada nas redes sociais depois de o brigadeiro rebater críticas feitas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Eduardo acusou Baptista Júnior de ser "covarde", "pequeno" e "medíocre". O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também criticou a caracterização como tentativa de golpe dos episódios investigados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
"Você é um covarde que para justificar ser um sujeito pequeno e medíocre chama de tentativa de golpe senhorinhas e pais de famílias protestando contra o regime de exceção. Você é a escória da nossa nação, será sempre visto como um sujeito menor, um coadjuvante disposto a todo tipo de ardil para salvar a própria pele."
Embate começou com Flávio Bolsonaro
A reação de Eduardo ocorreu após Baptista Júnior responder a uma declaração de Flávio Bolsonaro.
Durante sabatina do Jornal Nacional, na sexta-feira (28), o candidato presidencial afirmou que o ex-comandante da FAB estaria "pedindo voto para Lula" e seria "completamente parcial".
Baptista Júnior negou apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classificou a afirmação como uma "leviandade". Segundo o militar, a declaração teria servido para evitar uma resposta sobre os relatos de integrantes das Forças Armadas a respeito das articulações ocorridas após as eleições de 2022.
"A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la."
O brigadeiro afirmou ainda desconhecer de onde Flávio tirou a informação de que ele apoiaria Lula. Ele citou como possíveis motivos o conteúdo de seu livro, "Eu disse não! Uma trincheira antigolpista", previsto para setembro, e o depoimento prestado na Ação Penal 2668, no STF.
Depoimento no STF
Baptista Júnior comandou a Aeronáutica durante o governo Jair Bolsonaro e foi umadas testemunhas no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
Em seus relatos, o brigadeiro afirmou que houve pressão para que as Forças Armadas aderissem a medidas de exceção após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.
Também relatou que o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, chegou a advertir Bolsonaro de que poderia prendê-lo caso o então presidente avançasse com uma medida de ruptura institucional.
Os episódios também são abordados no livro de Baptista Júnior, que reúne relatos dos bastidores do período em que esteve à frente da FAB.