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Média de pesquisas da véspera mostra 2,2 pontos entre Lula e Flávio

Média de seis pesquisas divulgadas neste sábado dá 45,3% dos votos válidos a Lula, a 4,7 pontos dos 50%; Flávio tem 43,1% e está a 6,9 pontos da marca que precisa ser superada para uma vitória no primeiro turno.

3/10/2026
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A média de seis pesquisas nacionais divulgadas neste sábado (3), véspera da eleição, coloca o presidente Lula (PT) a 4,7 pontos percentuais da marca de 50% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) está a 6,9 pontos.

O levantamento feito pelo Congresso em Foco considera CNT/MDA, Datafolha, Quaest, PoderData/Aya, Gerp e Instituto França. Entraram no cálculo apenas pesquisas divulgadas neste sábado que apresentaram expressamente os resultados do primeiro turno em votos válidos. Na média, Lula registra 45,3%, contra 43,1% de Flávio. A diferença entre os dois é de 2,2 pontos percentuais.

Lula e Flávio chegam ao dia da votação em empate técnico, de acordo com pesquisas de véspera.Arte Congresso em Foco

Nenhum dos seis levantamentos coloca Lula ou Flávio acima dos 50% dos votos válidos. Os números mostram uma disputa apertada e ainda indefinida na véspera da eleição. Pesquisas, porém, são retratos do momento em que foram realizadas e não permitem antecipar o resultado das urnas.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos — aqueles dados aos candidatos, excluídos brancos e nulos.

Como a média foi calculada

O Congresso em Foco calculou a média aritmética simples dos percentuais de votos válidos divulgados pelos seis institutos. Os números foram somados e divididos pelo número de pesquisas, sem ponderação por tamanho da amostra, margem de erro, metodologia ou período de coleta. Cada levantamento recebeu, portanto, o mesmo peso.

Para Lula, foram considerados 47,8% da CNT/MDA; 46% da Quaest; 45% do Datafolha; 45% do PoderData/Aya; 44% do Gerp; e 43,9% do Instituto França. Para Flávio, 42,1%; 45%; 42%; 43%; 46%; e 40,5%, respectivamente.

O cálculo não é uma pesquisa eleitoral nem uma projeção do resultado das urnas. Também não reduz as margens de erro dos levantamentos. É uma síntese dos resultados divulgados na véspera da votação por institutos que adotam metodologias, amostras e períodos de coleta diferentes.

O que mostram as pesquisas da véspera

A CNT/MDA é a pesquisa deste sábado que coloca Lula numericamente mais próximo dos 50%. O presidente aparece com 47,8% dos votos válidos, contra 42,1% de Flávio — distância de 5,7 pontos entre os dois.

Na Quaest, Lula registra 46% e Flávio, 45%, diferença de um ponto percentual. O Datafolha aponta 45% para Lula e 42% para Flávio. No PoderData/Aya, são 45% a 43%.

O Gerp é o único dos seis levantamentos considerados na média em que Flávio aparece numericamente à frente: 46% dos votos válidos, contra 44% de Lula. O Instituto França registra 43,9% para Lula e 40,5% para Flávio.

As diferenças entre os dois principais candidatos variam de um a 5,7 pontos percentuais nos levantamentos em que Lula aparece à frente; no Gerp, Flávio tem vantagem numérica de dois pontos. As margens de erro de cada pesquisa precisam ser consideradas individualmente.

Quanto isso representaria em votos

Se 2026 repetir o comparecimento e a proporção de votos válidos do primeiro turno de 2022, o país terá cerca de 120 milhões de votos válidos para presidente.

Nesse cenário hipotético, a média de 45,3% daria a Lula aproximadamente 54,3 milhões de votos, cerca de 5,7 milhões abaixo dos 50%. Flávio, com 43,1%, teria aproximadamente 51,7 milhões, cerca de 8,3 milhões abaixo dessa marca.

É apenas uma referência. O número efetivamente necessário para vencer no primeiro turno dependerá do comparecimento e do total de votos válidos neste domingo.

Média anteiror tinha diferença maior

Na quinta-feira (1º), levantamento semelhante publicado pelo Congresso em Foco apontava Lula com média de 44,4% dos votos válidos e Flávio com 40,2%, diferença de 4,2 pontos. Lula estava a 5,6 pontos da marca de 50%, e Flávio, a 9,8 pontos.

Neste sábado, as médias são de 45,3% e 43,1%, respectivamente, e a diferença numérica é de 2,2 pontos. Os dois levantamentos, porém, não são diretamente comparáveis, porque foram compostos por pesquisas diferentes e adotaram critérios distintos para a seleção dos dados. A comparação serve apenas como preferência das pesquisas disponíveis em cada momento.

Datafolha também mostra distância menor

Uma comparação mais direta pode ser feita entre as duas últimas rodadas do Datafolha. Na pesquisa divulgada na quinta-feira (1º), Lula tinha 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio, diferença de cinco pontos. Neste sábado, Lula permaneceu com 45%, enquanto Flávio passou para 42%. A distância numérica caiu para três pontos.

As oscilações estão dentro das margens de erro dos levantamentos e, portanto, não permitem afirmar que houve mudança efetiva nas intenções de voto.

Campanhas disputam indecisos e voto útil

Com Lula e Flávio abaixo dos 50% nas pesquisas, as campanhas intensificaram na reta final a busca por eleitores além de seus grupos mais identificados.

O esforço passa pelos indecisos, por eleitores menos vinculados ao lulismo e ao bolsonarismo e por aqueles que ainda admitem mudar de candidato. As campanhas também tentam conquistar votos destinados a outros concorrentes e convencer quem declara intenção de votar em branco ou anular o voto a escolher um candidato.

É nesse contexto que entrou em cena o chamado voto útil. Flávio buscou antecipar para o primeiro turno votos de eleitores que declaravam intenção de apoiá-lo apenas em um eventual segundo turno. A campanha de Lula também procurou atrair eleitores de outras candidaturas e reforçou a mobilização contra a abstenção.

Reta final teve debate cancelado e controvérsia religiosa

As últimas pesquisas foram realizadas em uma semana marcada também por episódios de forte repercussão na campanha. Um deles foi a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, provocada pela circulação da informação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil. O candidato negou a informação e reagiu publicamente ao conteúdo.

Outro ocorreu na quinta-feira, quando a TV Globo cancelou o último debate presidencial previsto antes do primeiro turno. Lula já havia informado que não participaria. Flávio, que estava confirmado, desistiu no próprio dia, após decisões judiciais que alteraram a configuração inicialmente prevista para o encontro.

Os episódios coincidiram com o período das últimas pesquisas, mas os levantamentos não permitem estabelecer relação de causa e efeito entre esses acontecimentos, as estratégias das campanhas e as oscilações registradas na intenção de voto.

Metodologia

A Palver também divulgou pesquisa nacional neste sábado. O levantamento mostra Flávio com 47% e Lula com 43% no cenário estimulado, mas não entrou na média porque o instituto não apresentou esses resultados como percentuais de votos válidos.

Para manter o mesmo critério entre todos os levantamentos, o Congresso em Foco considerou apenas pesquisas que divulgaram expressamente os resultados em votos válidos, sem fazer uma conversão própria a partir dos percentuais de intenção de voto. A Palver é mencionada para que o leitor tenha conhecimento do levantamento. Sua exclusão da média decorre exclusivamente do critério metodológico adotado pela reportagem.

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