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Abstenção chega a 21%; 2022 sugere pouca mudança no 2º turno

Número de ausentes é recorde em termos absolutos; percentual é o maior desde 1998.

4/10/2026
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Mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar neste domingo, 4, no 1º turno das eleições de 2026. A abstenção ficou em 21,07%, maior percentual desde 1998 e recorde em números absolutos. Dos cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos, aproximadamente 33,4 milhões não compareceram às urnas.

O índice é muito próximo do registrado em 2022. Naquele primeiro turno, 32.770.982 eleitores, ou 20,95%, não votaram. No segundo turno, a abstenção caiu para 20,59%, com 32.200.558 ausentes.

A diferença foi de apenas 0,36 ponto percentual, ou cerca de 570 mil eleitores a mais nas urnas. Se movimento semelhante ocorrer em 2026, a abstenção no segundo turno cairia dos atuais 21,07% para aproximadamente 20,71% — algo em torno de 32,9 milhões de ausentes, considerado o eleitorado atual.

Abstenção supera 33 milhões e chega a 21%.Leobark Rodrigues/Secom/TSE

A trajetória mostra crescimento da ausência nas últimas eleições presidenciais: 16,75% em 2006; 18,12% em 2010; 19,39% em 2014; 20,33% em 2018; 20,95% em 2022; e pouco mais de 21% agora. O recorde percentual, contudo, permanece com 1998, quando a abstenção chegou a 21,49%.

A experiência de 2022 indica, portanto, que o segundo turno não necessariamente leva mais eleitores a ficar em casa. Se o padrão se repetir, o Brasil chegará novamente à votação decisiva com cerca de um em cada cinco eleitores fora das urnas.

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