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Governador eleito de MG, Cleitinho já teve banda de pagode

Antes de entrar na política, governador eleito de Minas integrou bandas de pagode, gravou músicas e ganhou visibilidade nas redes sociais.

7/10/2026
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O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), já havia contado que entrou na política com um objetivo diferente do de comandar o Estado: queria "ficar famoso". Antes de disputar a primeira eleição, ele tentou seguir outras carreiras, como a música, e integrou bandas de pagode. Chegou a gravar um álbum com composições autorais.

Em Divinópolis, onde se apresentava, o republicano era conhecido como "Cleitinho Eletrônico". Ele também fez parte do grupo Brotos do Samba, no qual cantava ao lado do irmão gêmeo, Gleidson Azevedo.

No Spotify, o perfil Cleitinho Oficial mantém o álbum "As Melhores do Cleitinho", com 15 faixas. Na capa, o político aparece usando uma camiseta preta com a frase "A Favela Venceu". O perfil conta com 345 ouvintes mensais.

As músicas de Cleitinho antes de ele chegar à política.Reprodução Spotify

Entre as músicas estão "Bombril", "Ouvindo Mamonas" e "No Fluxo Eu Tô Suave". Além de cantar, Cleitinho aparece nos créditos como autor e letrista da maior parte das faixas. Entre as mais ouvidas estão "Opala do Cleitinho" e "Agarradinho", que acumulam cerca de 4 mil visualizações no YouTube.

Na música "Opala do Cleitinho", o político canta sobre festas, carros e relacionamentos.

"Vou pra balada pra beijar na boca. Levo o meu Opala, as mina pira e fica louca."

Em outra música, "Xenhenhem", Cleitinho canta sobre sair para "pegar geral".

"Tô solto na pista, louco pra atuar. Mamãe passou açúcar em mim, hoje eu vou reinar. Cabelo espetado, óculos espelhado. Polo no peito, perfume exalando. Vou chegar chegando, chegar causando. Vou multiplicar, quero pegar todas."

Nas redes sociais Cleitinho começou a ganhar visibilidade. Inicialmente utilizadas para divulgar seu trabalho artístico, as plataformas passaram a ser também espaço para vídeos em que comentava problemas de Divinópolis.

A primeira candidatura veio em 2016. Até então, Cleitinho sequer tinha título de eleitor e nunca havia votado. Ele regularizou a situação eleitoral para concorrer a vereador de Divinópolis e, naquele ano, usou o título pela primeira vez para votar em si mesmo.

Em 2018, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Quatro anos depois, foi eleito senador pelo Estado. Agora, dez anos depois de tirar o título de eleitor, Cleitinho chega ao governo de Minas Gerais.

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