Após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais, a campanha do presidente Lula (PT) passou a reunir jovens parlamentares e políticos com forte presença digital para reforçar a atuação nas redes no segundo turno. O objetivo é ampliar a presença de Lula em plataformas como Instagram, TikTok, WhatsApp e YouTube.
Entre os nomes de maior destaque está Ana Elisa, eleita deputada federal por Minas Gerais com 524 mil votos. Aos 21 anos, ela afirma que cerca de 90% de sua votação veio das redes sociais e compartilhou apelo para que a campanha do petista investisse no ambiente digital. Agora, ela está em Brasília para atuar junto com a equipe de comunicação do presidente.
A recém-eleita deputada não veio sozinha. O grupo, apelidado informalmente de "Vingadores", também reúne nomes como Rosa Amorim (PT-PE), Luna Zarattini (PT-SP) e Guilherme Cortez (Psol-SP), além de outros representantes da nova geração da esquerda.
Os parlamentares trazem à campanha, além do apelo jovem, experiência com crescimento e engajamento nas redes sociais. A proposta é inserir Lula em um mundo onde Flávio já entrou, com publicações virais, vídeos selfie e conteúdos dinâmicos.
Veja quem são:
O apelido "Vingadores" não é um nome oficial da campanha, mas passou a ser usado para representar a união de políticos mais jovens e com grande alcance nas redes.
A estratégia busca dialogar principalmente com eleitores mais novos e com quem votou em outros candidatos no primeiro turno, especialmente Renan Santos e Augusto Cury.
A movimentação ocorre após candidatos com grande presença digital registrarem algumas das maiores votações das eleições de 2026. Para a campanha de Lula, o resultado reforçou a avaliação de que a disputa presidencial passa cada vez mais pela tela do celular.
A aposta nas redes sociais vem da necessidade de diminuir a diferença de ao menos 2.224.965 votos para o segundo turno. A campanha também investe nos 33 milhões de brasileiros que não foram votar no primeiro turno como uma alternativa.
Além de encabeçar esse avanço na campanha presidencial, o grupo estará no Congresso em 2027 em uma legislatura que trará predominância de integrantes da direita e do centro. Somente o PL elegeu 121 deputados.