O ministro Nunes Marques, presidente do TSE, determinou neste domingo (11) que a Meta suspenda o canal de WhatsApp denominado "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), após pedido apresentado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão aponta indícios de descumprimento das regras de funcionamento da plataforma e de divulgação reiterada de conteúdos já considerados irregulares pela Justiça Eleitoral. Além da suspensão, o ministro ordenou que a empresa apresente, em até 48 horas, informações sobre o funcionamento do canal, as mensagens publicadas e as providências de moderação adotadas.
Segundo a decisão, o pedido de Flávio Bolsonaro não buscava apenas a remoção de publicações específicas. A representação questionava a própria estrutura de distribuição de conteúdos do canal, que, conforme os documentos apresentados, teria sido utilizada para disseminar mensagens consideradas falsas ou gravemente descontextualizadas.
Nunes Marques acolheu parcialmente as medidas solicitadas e determinou a suspensão do canal, mas não ordenou, neste momento, o bloqueio da conta pessoal de WhatsApp de André Janones nem a interrupção de todos os canais que possam estar vinculados ao parlamentar.
"Exército de Lula"
O canal era utilizado por André Janones para compartilhar vídeos, mensagens e orientações a apoiadores do presidente Lula (PT). De acordo com a documentação examinada por Nunes Marques, o canal alcançou grande crescimento durante o período eleitoral.
Os registros apresentados indicam que a estrutura tinha aproximadamente 55 mil seguidores em 5 de outubro e ultrapassou 2,9 milhões em 7 de outubro. Na consulta realizada pelo ministro em 10 de outubro, o canal já apresentava cerca de 3,2 milhões de seguidores.
Processo: 0602791-73.2026.6.00.0000