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Netinho morre aos 60 anos; apoiador de Bolsonaro foi candidato pelo PL

Artista disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pela Bahia em 2022. Flávio Bolsonaro lamentou a morte nas redes sociais.

13/10/2026
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O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador. Conhecido por sucessos como Milla e Beijo na Boca, o artista também se destacou nos últimos anos pelo apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 2022, disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia, mas não se elegeu.

A morte foi confirmada pela assessoria do cantor, que estava internado no Hospital Aliança Star. Netinho tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B, diagnosticado em 2025. Segundo o comunicado, a doença evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.

Por desejo do artista, o velório e a cremação serão realizados em uma cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Apoiador de Jair Bolsonaro, Netinho morreu aos 60 anos em Salvador.Valter Campanato/Agência Brasil

Candidatura pelo PL

A entrada de Netinho na disputa eleitoral ocorreu em 2022. Em janeiro daquele ano, o cantor anunciou a pré-candidatura à Câmara após aceitar um convite de Carla Zambelli, então deputada federal por São Paulo.

"Eleito, serei um soldado de Jair Bolsonaro na Câmara", escreveu ao anunciar a decisão. Na mesma publicação, afirmou que defenderia o povo baiano e os valores de Deus, pátria, família e liberdade.

Filiado ao Partido Liberal (PL), o artista concorreu com o nome de urna Netinho da Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

A proximidade com Bolsonaro antecedia a candidatura. Em julho de 2020, Netinho visitou o então presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília, e cantou Milla ao lado dele.

No ano seguinte, apresentou a música em uma manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo. A participação provocou uma reação do compositor Manno Góes, que criticou o uso da canção no ato e anunciou que buscaria a retirada dos vídeos na Justiça.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lamentou a morte em uma publicação no X. Ele destacou a contribuição de Netinho para a música brasileira e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e fãs.

"Netinho levou a alegria e a música da Bahia para todo o Brasil e marcou gerações."

Flávio Bolsonaro lamentou a morte do cantor nas redes sociais.Reprodução / X

Controvérsia após o 8 de janeiro

A atuação política também repercutiu na agenda de shows.

Em janeiro de 2023, o Iate Clube de Aracaju cancelou uma apresentação de Netinho após publicações do cantor em apoio às mobilizações bolsonaristas em Brasília.

Os atos de 8 de janeiro terminaram com a invasão e depredação das sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF. Ao cancelar o show, o clube afirmou que não compactuava com atos antidemocráticos.

Netinho contestou a decisão e negou ter incentivado vandalismo ou terrorismo. Também afirmou que o cancelamento prejudicava sua imagem e provocava perdas financeiras.

Projeção nacional no axé

Ernesto de Souza Andrade Júnior nasceu em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, em 12 de julho de 1966. Iniciou a carreira como vocalista da Banda Beijo, em 1988, e ganhou projeção nacional com Beijo na Boca.

Ao longo da trajetória, tornou-se um dos nomes mais conhecidos do axé music, com um repertório que também incluiu Milla, Menina e Fim de Semana.

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