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Seu local de votação pode ter mudado; saiba como consultar

TSE recomenda que eleitores confiram endereço, zona e seção eleitoral antes do segundo turno, marcado para este domingo.

19/10/2026
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O local de votação de milhares de brasileiros pode ter mudado para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (25).

Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (19), foram registradas alterações em 554 locais de votação, distribuídos por 22 Estados, com impacto potencial sobre 163,6 mil eleitores.

Eleitores podem conferir o endereço de votação pelo e-Título ou pelo site do TSE.Bruno Peres/Agência Brasil

O número, porém, ainda pode mudar.

A Justiça Eleitoral identificou inconsistências nos registros, incluindo situações em que os sistemas apontavam alterações, mas o endereço de votação permanecia o mesmo do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Diante disso, a orientação é que todos os eleitores consultem o endereço atualizado antes de sair de casa, mesmo aqueles que votam há anos no mesmo local.

Como consultar o local de votação

A consulta pode ser feita gratuitamente pelo aplicativo e-Título, pelo site do TSE ou pelo assistente virtual ChatVote. Os serviços permitem verificar o endereço atualizado, a zona e a seção eleitoral.

Pelo aplicativo e-Título:

  1. Abra o aplicativo e-Título no celular.
  2. Entre com seus dados pessoais.
  3. Selecione a opção "Onde votar".
  4. Confira o endereço, a zona e a seção eleitoral.

Pelo site do TSE:

  1. Acesse o Autoatendimento Eleitoral do TSE.
  2. Clique em "Consultas".
  3. Selecione a opção "Onde votar".
  4. Preencha os dados solicitados e confira o endereço atualizado.

Outra alternativa é o ChatVote, assistente virtual disponível no portal do TSE. A ferramenta orienta os eleitores sobre os serviços da Justiça Eleitoral.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, solicitou aos tribunais regionais eleitorais (TREs) que ampliem a divulgação das mudanças para evitar deslocamentos a endereços incorretos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, também orientou que eventuais alterações sejam precedidas de uma avaliação das condições de segurança, acessibilidade e funcionamento dos locais, além dos impactos sobre o deslocamento dos eleitores.

As medidas buscam evitar mudanças desnecessárias às vésperas da votação e garantir que os eleitores tenham informações atualizadas.

Alteração de seções eleitorais

Na sexta-feira (16), o TSE anunciou mudanças em 4.352 seções eleitorais, motivadas por reformas, melhorias de acessibilidade e danos provocados pelas chuvas. O levantamento inicial apontava São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia entre os Estados com mais alterações.

Os números, porém, passaram por revisões após a identificação de inconsistências nos sistemas da Justiça Eleitoral. No domingo (18), o total havia caído para 2.033 seções. Já nesta segunda-feira (19), o tribunal apontou mudanças em 554 locais de votação, com impacto potencial sobre 163,6 mil eleitores em 22 Estados.

Parte das divergências ocorreu porque o sistema registrou alterações mesmo quando os endereços permaneciam os mesmos. No Paraná, por exemplo, o TSE apontava 61 locais alterados, enquanto o tribunal regional confirmou mudanças em apenas oito.

O TSE esclareceu que as alterações são decididas pelas próprias zonas eleitorais, responsáveis por avaliar as condições dos imóveis em cada município. Segundo o tribunal, não há orientação para mudar endereços com o objetivo de confundir eleitores ou favorecer candidaturas.

Diante das inconsistências, os TREs estão revisando os registros e reforçando a divulgação dos endereços atualizados nos canais oficiais.

O segundo turno será realizado no domingo (25), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar da eleição presidencial. Em seis Estados e no Distrito Federal, também haverá disputa para governador.

Quem não votou no primeiro turno poderá participar normalmente do segundo, desde que esteja com o título eleitoral regular. Isso porque a Justiça Eleitoral considera cada turno uma votação independente.

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