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Meio/Ideia: Flávio tem 51,1% e Lula, 48,9% a quatro dias da eleição

Pesquisa mostra empate técnico a quatro dias do segundo turno. Eleitores com voto decidido chegam a 83,7%, enquanto rejeição aos dois candidatos se aproxima de 50%.

21/10/2026
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A quatro dias do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,1% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República, contra 48,9% do presidente Lula (PT), de acordo com pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21). A diferença de 2,2 pontos percentuais configura empate técnico, considerada a margem de erro de 2,5 pontos. O segundo turno será realizado no domingo (25).

Nos votos totais, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, ante 46% de Lula. Outros 3,4% pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2,6% estão indecisos. Em relação à rodada anterior, de setembro, o senador oscilou de 48,5% para 48%, enquanto o presidente permaneceu com 46%.

Lula e Flávio estão empatados tecnicamente, dentro da margem de erro.Arte Congresso em Foco

O levantamento ouviu 1.500 eleitores por telefone entre 15 e 19 de outubro, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08251/2026.

Voto decidido cresce 15 pontos

Segundo a pesquisa, 83,7% dos entrevistados afirmam que já decidiram seu voto, contra 68,5% na pesquisa anterior. O crescimento de 15,2 pontos percentuais indica uma consolidação das preferências na reta final da campanha. A parcela que admite mudar de candidato caiu de 31,5% para 16,3%.

Entre os que ainda podem mudar de posição, 16% mencionam uma proposta prejudicial a si próprios ou à família e outros 16% apontam o desempenho dos candidatos nos debates. Um escândalo de corrupção de última hora e uma proposta desconhecida do adversário são citados por 8,2% cada.

A rejeição aos dois candidatos também é semelhante: 47,7% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 46,5% afirmam o mesmo sobre Flávio.

Religião e trabalho dividem eleitores

Entre os evangélicos, Flávio recebe 69,8% das intenções de voto, contra 26,8% de Lula. Entre os católicos, o presidente lidera por 55% a 39,8%.

O senador também tem ampla vantagem entre os que associam melhorar de vida à possibilidade de ter um negócio próprio ou trabalhar por conta própria: 62,3% a 33,5%. Já entre os que preferem o emprego com carteira assinada e direitos garantidos, Lula lidera por 65,4% a 30,2%.

No conjunto dos entrevistados, 43,3% associam melhorar de vida ao trabalho autônomo, enquanto 32% preferem a segurança do emprego formal. Os resultados apontam uma divisão eleitoral associada tanto à religião quanto a diferentes expectativas sobre trabalho e ascensão econômica.

Lula lidera entre pobres e idosos; Flávio, entre jovens

Lula registra 61% das intenções de voto entre os eleitores com renda de até um salário mínimo, contra 31,6% de Flávio. Na faixa de três a cinco salários mínimos, o senador lidera por 61,1% a 34,7%.

Flávio também aparece à frente entre os jovens de 16 a 24 anos, com 56,2% a 39,5%. Já Lula tem vantagem entre os eleitores com 60 anos ou mais: 51% a 37,3%. Entre as mulheres, há equilíbrio numérico, com 47,6% para Lula e 46,9% para Flávio. Entre os homens, o senador lidera por 49,2% a 44,3%.

No recorte regional, Lula tem sua maior vantagem no Nordeste, com 58,3% contra 37,3% de Flávio, e aparece numericamente à frente no Norte, por 47,7% a 44,5%. O senador lidera no Sudeste, maior colégio eleitoral do país, por 55% a 40,7%, além de aparecer à frente no Sul e no Centro-Oeste. As margens de erro dos subgrupos podem ser maiores que a da amostra nacional.

Flávio atrai mais eleitores de candidatos derrotados

Entre os entrevistados que declararam ter votado em Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos ou Romeu Zema no primeiro turno, 58,1% dizem que votarão em Flávio, contra 31,8% em Lula.

A preferência pelo senador chega a 90,9% entre os eleitores de Renan Santos, 77,8% entre os de Zema e 58,8% entre os de Caiado. Lula aparece numericamente à frente apenas entre os eleitores de Augusto Cury, por 48,3% a 36,2%. O cruzamento reúne 148 entrevistados, o que exige cautela na interpretação dos resultados.

A rejeição ao adversário também pesa mais entre os eleitores de Flávio: 31,2% afirmam votar principalmente contra Lula. Entre os apoiadores do presidente, 23,6% dizem escolher o petista para impedir a vitória do senador. Em ambos os grupos, porém, predomina o voto de apoio ao próprio candidato.

Desaprovação de Lula supera aprovação

A desaprovação do governo Lula chega a 48,2%, contra 46,4% de aprovação. Na avaliação geral, 40,6% classificam a administração como ruim ou péssima, enquanto 31,7% a consideram ótima ou boa.

A segurança pública apresenta o pior resultado entre as áreas avaliadas: 45,8% de avaliação negativa e 24,6% de positiva. Na economia, os índices são de 41,8% e 30,2%, respectivamente.

Questionados se Lula merece continuar na Presidência, 48,5% respondem que não e 46% defendem sua permanência. Outros 5,5% não sabem.

A pesquisa chega à reta final da campanha com empate técnico, crescimento expressivo do percentual de eleitores com voto decidido e rejeição elevada aos dois candidatos. Apesar da vantagem numérica de Flávio, os resultados não permitem apontar um vencedor para o segundo turno.

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